- Rioparque, em Tijucas, ocupa 468.000 metros quadrados no total, com cerca de 150.000 m² executados na primeira fase, marina para 90 embarcações e parque linear de dois quilômetros.
- O valor geral de vendas é de 1 bilhão de reais, sendo o maior lançamento da história da cidade.
- Na primeira semana, 80% dos lotes unifamiliares da primeira etapa já estavam vendidos, com a estratégia de manter os terrenos estratégicos para fases futuras.
- O projeto segue o conceito de novo urbanismo, com moradia, comércio e trabalho próximos, sem muro frontal, energia subterrânea e regras sobre usos, visando reduzir a dependência do carro.
- O empreendedor mira uma segunda fase em cerca de 18 meses, enfrenta desafios como a percepção de preço em Tijucas e a necessidade de licenças de drenagem que ainda não foram oficializadas.
Ricardo Laus, empresário de Tijucas, lançou o Rioparque, um bairro planejado de 400 mil m² às margens do rio Tijucas, com marina para 90 embarcações e parque linear de dois quilômetros. O projeto tem valor geral de vendas de 1 bilhão de reais, o maior lançamento da cidade.
O empreendimento foi apresentado há cerca de 45 dias. Na primeira semana de vendas, 80% dos lotes unifamiliares da primeira fase já haviam sido vendidos. A estratégia de Laus foi priorizar esses lotes, mantendo terrenos estratégicos para futuras fases com parceiros.
O Rioparque fica dentro da malha urbana de Tijucas, no centro da cidade, e tem 468.000 m² no total, com aproximadamente 150.000 m² já executados na primeira fase. O projeto envolve colaboração com escritórios de referência no litoral catarinense.
Rioparque e estratégia de venda
A aposta de Laus segue o conceito de novo urbanismo, que privilegia deslocamento a pé e usos diversos (moradia, comércio e trabalho no mesmo espaço). As regras preveem áreas sem muros na frente, energia subterrânea e definição de usos por terreno. A ideia é reduzir a dependência do carro.
O preço do metro quadrado começa perto de dois mil reais. Segundo Laus, o Rioparque é competitivo frente a Balneário Camboriú, Itapema e Porto Belo, já conhecidos pela valorização imobiliária na região. A visita ao local é o principal canal de conversão de compradores.
Contexto do setor no litoral catarinense
O mercado imobiliário catarinense tem sido impulsionado pela migração para o estado, especialmente ao longo do litoral entre Garopaba e Penha. Balneário Camboriú foi o marco da verticalização, seguido por Itapema e Porto Belo.
Laus aponta que Tijucas pode se inserir nessa cadeia de valorização, ampliando as opções de moradia e de investimento para clientes nacionais e estrangeiros. Um grupo ligado ao empreendimento obteve aprovação para obra de drenagem do rio, o que pode ampliar o potencial náutico da região.
O empreendimento depende de variáveis externas, como continuidade do fluxo migratório para Santa Catarina, a efetivação da licença de drenagem e a decisão da prefeitura de estender o parque linear pela cidade. Enquanto isso, a primeira fase já teve boa aceitação e sinaliza a continuidade do projeto.
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