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Desempenho da Inglaterra na Copa impulsiona consumo de cerveja e anima pubs

Desempenho da Inglaterra na Copa eleva consumo de cerveja, com expectativa de £275 milhões em receita extra e até 0,2% do PIB mensal se chegar às semifinais

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  • Caso a Inglaterra chegue à final, há previsão de receita extra de £ 275 milhões para o setor, com venda de 55 milhões de pints a mais.
  • O impacto pode chegar a 0,2% do PIB mensal se a equipe avançar às semifinais.
  • Donos de pubs aguardam um impulso contínuo, não apenas de curto prazo, conforme o dirigente Clive Watson.
  • O Deutsche Bank aponta que o efeito é temporário e tende a dissipar-se; ganhos podem não se traduzir em crescimento sustentável.
  • Dados do Barclays indicam aumento de mais de cinquenta por cento nas transações em bares na vitória sobre a Croácia; o calor extremo também pode influenciar o desempenho econômico.

Desempenho da Inglaterra na Copa impulsiona consumo de cerveja e anima donos de pubs. Se a seleção chegar às semifinais ou à final, a previsão é de aumento significativo na venda de bebidas e alimentos, com receita extra estimada em £ 275 milhões para o setor. O impacto pode chegar a 0,2% do PIB mensal.

O cenário é avaliado pela British Beer and Pub Association, que aponta venda adicional de 55 milhões de pints, equivalente a 31,3 milhões de litros de cerveja, caso a Inglaterra avance até a final. A projeção considera a partida das oitavas de final contra a República Democrática do Congo como gatilho específico de demanda.

Segundo Clive Watson, presidente da Randalls Pubs & Restaurants e da Inda Pubs, o impulso é real e não há expectativa de recuperação lenta após a Copa. A agência citada reúne estimativas de ganhos para o setor mesmo com o efeito temporário de grandes eventos.

Impacto econômico

Dados de gasto com cartões do Barclays indicam alta acima de 50% nas transações em bares na semana da vitória da Inglaterra sobre a Croácia na fase de grupos, quando o jogo ocorreu às 21h no Reino Unido. Analistas destacam que parte do consumo pode migrar para lazer e entretenimento ao longo do verão.

Rich Robinson, líder do setor de hospitalidade no Barclays, afirma que a Copa de 2026 tem ajudado pubs a estimular gastos durante a semana e à noite, especialmente com jogos disputados no México, Canadá e EUA. O efeito depende de fatores como o tempo e o desempenho da seleção nas próximas partidas.

O Deutsche Bank estima que chegar às semifinais ou à final possa gerar aumento de até 0,2 ponto percentual no PIB mensal, porém com efeito temporário e sem sustentação a longo prazo. Economistas ressaltam que o cenário depende de fatores como clima e continuidade do desempenho da equipe.

Perspectivas

A continuidade do consumo pode favorecer varejistas, com antecipação de compras para churrasco e itens tecnológicos. A rede Sainsbury’s já observou melhora na receita de TVs e itens de lazer relacionados ao torneio. Em contrapartida, ganhos do setor de hospitalidade podem vir às custas de outros setores.

Caso haja feriado bancário em caso de título inglês, o PIB pode enfrentar entrave adicional de curto prazo. Mesmo assim, especialistas destacam que a onda de calor no verão pode influenciar mais o consumo do que a própria Copa.

O histórico sugere que os impactos econômicos da Copa são passageiros; porém, o torneio seguinte, a Eurocopa, ocorre em dois anos no Reino Unido e na Irlanda, com potencial para novos impactos no varejo e na hospitalidade. As projeções se baseiam em análises de bancos e associações do setor.

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