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Extravio de bagagem atinge menor nível pós-pandemia, aponta estudo

Ocorrências de bagagens mal manuseadas caem ao menor nível desde a pandemia, mas custo total do problema chega a US$ 6,3 bilhões em 2025

Cai número de bagagens manuseadas de forma inadequada no mundo
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  • Em 2025, a taxa de bagagens manuseadas de forma inadequada caiu 23% em relação a 2024, e o volume total recuou 19%, com o custo global chegando a US$ 6,3 bilhões (R$ 33 bilhões).
  • O custo médio por mala que é extraviada, atrasada ou danificada é de US$ 260 (R$ 1.354); o lucro líquido médio por passageiro é de US$ 8 (R$ 42,00).
  • Bagagens atrasadas respondem por cerca de 70% do prejuízo total, totalizando aproximadamente US$ 4,4 bilhões (R$ 23 bilhões) por ano e representando três quartos dos casos.
  • Em 2025 foram registradas 24 milhões de bagagens mal manuseadas, equivalentes a 4,9 por mil passageiros; em 2019 eram 18,9 por mil, com 47 milhões de bagagens.
  • Avanços tecnológicos, como rastreamento em tempo real e integração de sistemas, reduziram perdas; a integração do WorldTracer com dispositivos de localização reduziu em 90% os casos de bagagens consideradas definitivamente perdidas.

Os casos de bagagens manuseadas de forma incorreta caíram ao menor patamar desde a pandemia de Covid-19, segundo estudo da Sita. A pesquisa aponta que cada mala extraviada, atrasada ou danificada custa, em média, US$ 260 aos operadores. O levantamento é global e retrata o ano de 2025 frente a 2024.

A Sita destaca que a taxa de manuseio inadequado caiu 23% em 2025, enquanto o volume total de ocorrências recuou 19%. Apesar da queda, o custo global atingiu US$ 6,3 bilhões, equivalente a cerca de 15% do lucro anual estimado do setor, de US$ 41 bilhões.

O estudo ressalta que as margens de lucro das companhias aéreas continuam estreitas, com lucro líquido médio por passageiro de US$ 8. Uma bagagem mal manuseada pode consumir o lucro obtido com mais de 30 passageiros, e várias ocorrências podem zerar o lucro de um voo.

Fatores e impactos

A Sita aponta três tipos de problemas com bagagens: atrasadas, danificadas e extraviadas. As bagagens atrasadas respondem por cerca de 70% do prejuízo anual, totalizando US$ 4,4 bilhões. Elas representam três quartos dos casos globais.

O custo médio de uma bagagem atrasada é de US$ 245, com US$ 170 relacionados à localização e entrega e US$ 75 em compensações aos passageiros. Bagagens danificadas elevam o custo médio para US$ 255, sendo US$ 85 em operações e US$ 170 em indenizações.

As bagagens extraviadas, ainda que apenas 4% dos casos, geram custo médio de US$ 635, dos quais US$ 215 são operacionais e US$ 420 em indenizações.

Evolução ao longo dos anos

Em 2007, eram 18,9 ocorrências por 1.000 passageiros. Em 2025, esse índice caiu para 4,9, com 24 milhões de bagagens afetadas, em um total de aproximadamente 5 bilhões de passageiros transportados ao longo do tempo.

Entre 2019 e 2025, houve variações: 2019 teve 5,6 bagagens por mil passageiros; 2020, 3,5; 2021, 4,4; 2022, 7,6; 2023, 6,9; 2024, 6,3; 2025, 4,9. O total de bagagens afetadas seguiu com perdas menores, mas ainda acima do nível pré-pandemia.

Custos totais e tendência

Os custos totais relacionados ao manuseio inadequado ficaram em US$ 5,7 bilhões em 2019 e subiram para US$ 7,7 bilhões em 2024. Em 2025, o valor caiu para US$ 6,3 bilhões, porém ainda é superior ao registrado em 2019.

O total de passageiros transportados aumentou de 4,6 bilhões em 2019 para 5 bilhões em 2025, refletindo o crescimento do setor apesar dos altos custos de falhas no manuseio de bagagens.

Tecnologias e rastreamento

A redução de ocorrências tem sido impulsionada por tecnologias de rastreamento em tempo real, IA, automação de triagem e integração de dados entre companhias, aeroportos e atendimento em solo. A integração entre WorldTracer e dispositivos de localização reduziu pela metade os casos de bagagens definitivamente perdidas.

A novidade inclui a parceria entre WorldTracer e a Apple, que reduziu em 90% as perdas definitivas e acelerou a recuperação de bagagens atrasadas em empresas que adotam a solução. Também há integração com o Google Find Hub, para compartilhamento temporário de localização pelo passageiro.

Despacho biométrico e perspectivas

O setor aposta no despacho biométrico de bagagens para reduzir perdas. A tecnologia utiliza reconhecimento facial para vincular a bagagem ao proprietário desde o início da viagem. Hoje 21% das companhias já utilizam esse sistema sem contato; outras 45% planejam adotar até 2027. A automação deve ampliar o rastreamento e reduzir custos operacionais.

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