- A partir de 1º de julho, entra em vigor a última etapa da reoneração dos carros eletrificados importados, com imposto de importação de 35% para todas as categorias.
- O cronograma, iniciado em 2024, elevou de 10% (BEV) e 12% (PHEV)/15% (HEV) até a taxa única de 35%.
- A Anfavea pediu antecipação do cronograma, mas o governo manteve o plano original.
- Em 2025, importações representaram 18,5% do total de emplacamentos; 497,8 mil veículos importados, sendo 37,6% originários da China.
- Cotas CKD e SKD seguem válidas: CKD permanece com alíquota de 14% até dezembro e pode subir para 35% a partir de janeiro de 2027; SKD terá 35% já no limite de importação, caso o valor da cota se esgote.
A partir desta quarta-feira, 1º de julho de 2026, entra em vigor a última etapa da reoneração dos carros eletrificados importados. O imposto de importação passa a 35% para todas as categorias de veículos elétrificados, encerrando o ciclo de alta gradual iniciado em 2024. A medida explica-se pela necessidade de alinhar tributos com o regime atual.
O governo manteve o cronograma mesmo diante de pressões da indústria. A Anfavea chegou a pedir antecipação para reduzir a entrada de veículos importados e proteger a produção nacional. Dados de 2025 mostram que importações representaram 18,5% dos emplacamentos no Brasil.
Ao todo, foram 497,8 mil veículos importados no ano passado, com 37,6% vindos da China. A mudança afeta carros elétricos BEV, híbridos plug-in PHEV e híbridos HEV, que passam a ter a mesma alíquota de 35%.
Cotas CKD e SKD seguem válidas
Veículos que chegam em kits SKD ou CKD podem continuar obtendo tarifa reduzida dentro de uma cota de US$ 463 milhões (cerca de R$ 2,4 bilhões). A medida foi renovada pelo Gecex até dezembro ou até o esgotamento do montante.
Caso as importações excedam esse teto, aplicam-se as alíquotas previstas no cronograma. Em SKD, o imposto continua em 35% a partir de janeiro de 2027; para CKD, a alíquota permanece 14% até dezembro, com alta de 35% a partir de 2027.
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