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IA no iFood: executivo aposta em cultura para gerar resultados

IA integrada à cultura do iFood; 27 mil agentes criados em um ano, 12 mil ativos e 200 que mudam o jogo, com crescimento de 60% no quadro de funcionários

Foto: gerada por IA
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  • iFood trata IA como parte da cultura organizacional, não apenas como ferramenta, segundo o CHRO Raphael Bozza.
  • Foram criados 27 mil agentes de IA em cerca de um ano; 12 mil seguem ativos, com cerca de 200 considerados que “mudam o jogo”.
  • A empresa ampliou o quadro de funcionários de 5 mil para 8 mil, e 91% dos cerca de oito mil usuários utilizam IA diariamente; são 25 bilhões de decisões preditivas por mês.
  • A cultura funciona como o “sistema operacional” da empresa, definindo decisões, contratações e respostas a resultados; a liderança tem papel central na transformação.
  • Raphael Bozza tem carreira em Nubank e Kraft Heinz, está no iFood desde 2021 e prepara o livro “O Jeito iFood de Trabalhar”, com pré-lançamento em setembro.

Raphael Bozza, sócio e CHRO do iFood, defende que IA não é apenas ferramenta, mas parte da cultura organizacional. A estratégia da empresa coloca a tecnologia como elemento central na formação de equipes, definição de prioridades e condução da transformação interna.

Segundo o executivo, o iFood criou 27 mil agentes de inteligência artificial em cerca de um ano, com 12 mil ainda ativos em operação ao lado do time humano. A meta é medir o real impacto no negócio, identificando cerca de 200 agentes que realmente “mudam o jogo”.

A empresa destaca que 91% dos aproximadamente 8 mil funcionários utilizam IA diariamente. O iFood já utiliza dados e IA desde 2018 e realiza cerca de 25 bilhões de decisões preditivas por mês, segundo materiais de divulgação.

Bozza aponta que a transformação vai além da tecnologia: envolve mudanças em cultura, gestão de equipes e prioridades. Em vez de apenas ampliar a força de trabalho, a IA ampliou frentes de negócio e a capacidade operacional da companhia.

O CHRO afirma que a liderança tem papel central na adaptação, não apenas os profissionais. A ideia é que direção e apoio antecedam regras, para que a requalificação dos colaboradores ocorra de forma mais suave e eficaz.

A trajetória de Bozza inclui passagem por Nubank e Kraft Heinz, com atuação no grupo 3G. No iFood desde 2021, ele trabalha para conectar pessoas, negócios e performance por meio de cultura orientada a resultados.

Bozza tem ganhado visibilidade por defender que “performance sem cultura é fraude” e por enfatizar uma abordagem pragmática diante de dados e fatos. Em breve, ele deverá lançar o livro O Jeito iFood de Trabalhar, com pré-lançamento na Bienal do Livro de São Paulo, em setembro.

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