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Mulheres não querem mais delegar o próprio dinheiro e mudam investimentos

Mulheres assumem o controle do próprio patrimônio, buscando confiança, transparência e planejamento alinhado a metas de vida ao investir

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  • Mulheres brasileiras passam a controlar mais o próprio dinheiro, buscando instituições com confiança, transparência, atendimento qualificado e planejamento alinhado aos objetivos de vida.
  • O tema foi discutido no episódio do Da Conta Delas, durante o Fin4She Summit 2026, com participação de Andressa Auge, Mariana Furlan e Daniela Pascowitch.
  • As investidoras costumam estudar mais antes de entrar no investimento e manter a estratégia por mais tempo, adotando visão de longo prazo.
  • Os projetos de vida, como independência financeira, educação dos filhos, aposentadoria e qualidade de vida, passam a guiar as escolhas de investimento.
  • As executivas destacam a necessidade de melhor comunicação no mercado financeiro e de reduzir a prática de delegar a gestão patrimonial a terceiros, incentivando participação e perguntas.

Executivas do mercado defendem que mulheres estão assumindo o controle do próprio patrimônio, redefinindo critérios na hora de investir. O episódio especial do videocast Da Conta Delas foi gravado durante o Fin4She Summit 2026, com a participação de Andressa Auge, head de estratégia do Bradesco Principal; Mariana Furlan, sócia e head comercial da XP Investimentos; e Daniela Pascowitch, sócia-fundadora da Ava Invest by Vos Investimentos.

As panelistas destacam que o perfil da investidora brasileira vem se transformando nos últimos anos. Mesmo com a participação feminina ainda menor que a masculina, cresce o interesse em liderar decisões financeiras e participar ativamente do planejamento da família.

Antes de falar de produtos, as executivas apontam a importância de instituições que transmitam confiança, transparência e atendimento qualificado, alinhado aos objetivos de vida das clientes. O foco passa a ser planejamento de longo prazo.

Mariana Furlan ressalta que as mulheres costumam dedicar mais tempo ao estudo antes de investir e mantêm a estratégia por mais tempo, o que favorece resultados ao longo do tempo. A ideia é entrar com segurança e menos oscilações de carteira.

Outro ponto quase unânime é a relação entre investimentos e projetos de vida. Metas como independência financeira, educação dos filhos, aposentadoria e qualidade de vida ganham peso ao definir a estratégia de investimento.

Daniela Pascowitch afirma que o primeiro contato com a cliente envolve compreender o objetivo financeiro, e a partir disso se constrói toda a estratégia. Esse enfoque norteia as escolhas de produtos e serviços.

Por que o atendimento faz diferença

As participantes defendem a necessidade de evolução da comunicação no mercado financeiro. Linguagem excessivamente técnica e ambientes pouco acolhedores podem afastar potenciais investidoras, revelam.

A proposta não é apenas criar produtos voltados ao público feminino, mas oferecer atendimento personalizado que considere momentos da vida da cliente, como maternidade, divórcio ou mudanças de carreira. A ideia é tratar a mulher como cliente, não como nicho.

Atenção à autonomia também é enfatizada. Muitas mulheres ainda delegam a administração financeira a familiares, e o grupo indica que esse hábito precisa mudar, com participação ativa nas decisões e busca por profissionais confiáveis.

Educação financeira e novas gerações

As executivas observam que as gerações mais jovens chegam ao mercado com maior acesso a tecnologia e informação, iniciando os investimentos mais cedo. Ainda assim, enfatizam que educação financeira continua essencial para transformar dados em decisões embasadas.

Ao final da conversa, as convidadas orientam que não é necessário dominar todos os conceitos para iniciar. O suporte profissional está disponível para orientar, responder dúvidas e assegurar um atendimento de qualidade, sem pressa de resultados rápidos.

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