- Mansão de 11 suítes em Angra dos Reis foi comprada por Richarlison e sócios por R$ 1,1 milhão em contrato, em uma operação envolvendo a Sport 70 e a YTA Consultoria Mercadológica e Empresarial.
- Tomaz registrou em contrato ter pago R$ 1,8 milhão pelo direito de uso e informou na matrícula o custo de R$ 600 mil, valores bem abaixo do mercado.
- A casa já pertenceu à cantora Clara Nunes e, em 2020, foi adquirida por sociedade formada pelo jogador e pela empresa, que pagou R$ 1,160 milhão a ex-proprietários.
- Houve disputa judicial envolvendo reintegração de posse e divergências sobre quem representava a M Locadora de Veículos e Transporte, antiga detentora do imóvel.
- Richarlison afirmou ter gasto cerca de R$ 10 milhões no imóvel, mas documentos apresentados indicam valores menores, gerando conflitos sobre a titularidade e o valor da transação.
O caso envolve uma mansão em Angra dos Reis adquirida por meio de uma estrutura societária ligada ao jogador Richarlison. Em contrato, o pagamento inicial ficou fixado em R$ 1,1 milhão, para uma casa com 11 suítes localizada na Ilha Comprida. O imóvel voltou a ganhar evidência após o jogador afirmar ter gasto R$ 10 milhões no negócio, que teria sido alvo de questionamentos judiciais, inclusive envolvendo o advogado Willer Tomaz.
Segundo registros, Willer Tomaz, responsável pela administração do imóvel, registrou o custo de uso da propriedade em R$ 1,8 milhão e informou à matrícula que o preço foi de apenas R$ 600 mil. Os valores, bem abaixo do mercado, teriam reduzido também o ITBI e o laudêmio, tributo pago pela transferência de direitos sobre terrenos vinculados à Marinha.
A história remonta a 2020, quando a casa foi adquirida por uma sociedade formada pela Sport 70, ligada a Richarlison, e pela YTA Consultoria Mercadológica e Empresarial, controlada por Alencar Silveira. A transação envolveu a cessão de direitos de ocupação de uma propriedade anteriormente ligada à M Locadora de Veículos e Transporte, empresa já inativa.
Em 2022, houve uma ordem de reintegração de posse atendendo aos herdeiros da M Locadora. O pleito coincidiu com a atuação de Tomaz e da Sport 70 para manter a posse, sob a condição de que o imóvel fosse vendido à WT Administração de Imóveis e Bens S/A. A disputa levou a um acerto em que o pagamento de R$ 600 mil seria feito aos herdeiros, com débitos tributários a serem regularizados.
Documentos obtidos pela reportagem indicam que o Instrumento Particular de Compra e Venda apontava uma confirmação de pagamento de R$ 600 mil à M Locadora, com outros R$ 1,298 milhão destinados à quitação de tributos e delevos com laudêmio. A transação, registrada de forma simplificada, resultou em impostos menores para município e União.
A controvérsia envolve ainda declarações conflitantes sobre o valor real da operação. Enquanto alguns envolvidos afirmaram que o preço superou os R$ 5 milhões, as informações formais apontam o registro de R$ 600 mil, o que gerou questionamentos sobre a validade de atos e eventual influência de representantes do negócio.
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