- Ações do BRB atingiram R$ 3,02 na sexta-feira, menor valor histórico, caída de 92% em cinco anos (de R$ 38).
- A crise está ligada à aquisição de carteiras de crédito falsas do Banco Master, com prejuízo de R$ 8,8 bilhões.
- O caso veio à tona em novembro de 2025, com a deflagração da Operação Compliance Zero; o então presidente Paulo Henrique Costa foi afastado e preso por propina.
- O Governo do Distrito Federal busca empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito para capitalizar o BRB, após acordo homologado pelo STF, mas contrato não foi assinado.
- Bancos exigiram garantias; a Câmara Legislativa aprovou, em 9 de junho, projeto para ratificar os termos do acordo, porém as negociações seguem sem conclusão.
As ações do Banco de Brasília BRB atingiram 3,02, o menor valor já registrado, nesta sexta-feira, 3 de julho. O movimento representa uma queda de 92% em cinco anos, quando a cotação estava em 38. A desvalorização coloca em xeque o desempenho do banco diante do mercado.
O BRB sustenta a pior crise desde que se associou a carteiras de crédito supostamente falsas do Banco Master. O prejuízo estimado soma 8,8 bilhões de reais até o momento, desencadeado pela deflagração da Operação Compliance Zero em novembro de 2025.
O então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado por ordem judicial e preso quatro meses depois, após investigações apontarem pagamento de propina para favorecer o banco privado com dinheiro público. A acusação envolve Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Entre os impactos, o Governo do Distrito Federal busca um empréstimo de 6,6 bilhões de reais junto ao Fundo Garantidor de Créditos para capitalizar o BRB e evitar a quebra. O acordo, homologado pelo STF, ainda não foi assinado.
Diante da resistência de instituições financeiras que dariam fiança ao negócio, o GDF precisou aprovar, em 9 de junho, um projeto na Câmara Legislativa para ratificar os termos do acordo. Mesmo assim, as negociações continuam emperradas.
Com o desgaste político acumulado, o contrato permanece sem assinatura. Analistas ressaltam que a ausência de aval financeiro pode ampliar a pressão sobre o BRB e aumentar a incerteza para investidores.
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