- A produção automotiva da Argentina caiu 18,3% no primeiro semestre, totalizando 204.658 veículos, com queda também nas exportações e nas vendas no atacado.
- Em junho, a produção foi de 37.029 veículos, 1,9% abaixo de maio e 13,6% menor do que junho de 2025.
- A ADEFA aponta que o ritmo de recuperação é moderado, com a indústria passando por um processo de adaptação e renovação de oferta.
- As vendas internas de veículos recuaram 9,9% no semestre, apesar do aumento de 22,5% no atacado para concessionárias em junho.
- No externo, as exportações somaram 126.893 veículos no semestre, queda de 2,1% em relação ao mesmo período de 2025; os modelos mais vendidos foram Toyota Hilux, Fiat Cronos e Peugeot 208.
A indústria automotiva da Argentina encerrou o primeiro semestre com queda na produção, sinalizando uma recuperação mais lenta para 2026. Entre janeiro e junho, foram fabricados 204.658 veículos, 18,3% a menos que no mesmo período de 2025. Exportações e vendas no atacado também recuaram.
De acordo com a ADEFA, em junho a produção ficou em 37.029 veículos, entre carros de passeio e utilitários leves, registrando quedas de 1,9% ante maio e de 13,6% frente a junho de 2025. O desempenho reflete o processo de transformação pelo qual o setor vem passando.
O presidente da ADEFA, Rodrigo Pérez Graziano, destacou que a indústria está em adaptação, com renovação de oferta e novos investimentos. Segundo ele, o ritmo de recuperação permanece moderado, devido à demanda ainda insatisfatória para o atual ritmo produtivo.
A demanda interna seguiu pressionada. As vendas de veículos no mercado doméstico caíram 9,9% no semestre, embora as concessionárias tenham registrado alta de 22,5% nas vendas no atacado em junho frente a maio. Ainda assim, o total do semestre ficou 23,7% abaixo do registrado em 2025.
A visão das montadoras aponta para excesso de unidades e concorrência agressiva de preços. Sebastián Beato, presidente da ACARA, afirmou que clientes aguardam queda de taxas ou novas opções de financiamento para reduzir o estoque acumulado.
Exportações também recuaram. Em junho, foram 22.373 veículos enviados ao exterior, queda de 11,3% frente a maio. No semestre, as exportações somaram 126.893 unidades, 2,1% abaixo do mesmo período de 2025. Pérez Graziano destacou a redução de taxas de exportação como um sinal positivo, mas pediu reformas tributárias em nível subnacional para ampliar a competitividade.
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