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BofA vê petrolíferas da América Latina, de Petrobras a YPF

BofA reduz previsão do petróleo e reavalia alvos; Petrobras, PRIO, Vista e YPF permanecem entre as principais apostas, com ajustes regionais

Petrobras continua sendo uma das ações preferidas pelo BofA. (Foto: Victor Moriyama/Bloomberg)
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  • Bank of America reduziu suas projeções para o preço do petróleo, estimando Brent em US$ 82 por barril em 2026 e WTI em US$ 78 por barril, com recuo do preço-alvo de várias companhias latino-americanas de exploração e produção.
  • No Brasil, as avaliações subiram menos que o esperado, com o BofA reduzindo, em média, quinze por cento os preços-alvo; Petrobras permanece entre as favoritas, com recomendação de compra, e preço-alvo de R$ 55 por ação.
  • PRIO também recebe recomendação de compra, mas o preço-alvo caiu de R$ 82 para R$ 71 por ação, citando fluxo de caixa livre robusto e anúncio de política de dividendos como catalisadores de curto prazo.
  • Brava Energia e PetroReconcavo recebem recomendação neutra; Brava teve preço-alvo reduzido para R$ 22,5 por ação e PetroReconcavo para R$ 13,5 por ação.
  • Na Argentina, o BofA mantém visão favorável para Vista Energy e para o conjunto do setor, com preço-alvo de Vista caindo para US$ 107 por ADR e YPF para US$ 61 por ADR, alinhando-se a expectativa de petróleo mais baixo.

O Bank of America revisou as perspectivas para as petrolíferas da América Latina após reduzir as projeções para o preço do petróleo. A revisão impacta as avaliações da maioria das empresas sob cobertura, embora mantenha Petrobras, PRIO, Vista e YPF entre as principais apostas.

Os analistas Caio Ribeiro, Leonardo Marcondes e Nicolás Barros explicaram que a mudança reflete impactos da reabertura do Estreito de Ormuz sobre o mercado. A média do Brent passou a US$ 82 por barril em 2026, com preço de longo prazo em US$ 70. O WTI deve ficar em US$ 78 por barril em 2026.

Em resposta, o banco reduziu preços-alvo e ajustou recomendações, mantendo Brasil como foco principal e Argentina com tom positivo relativo, enquanto a Colômbia teve ajuste específico.

Brasil entre as principais preferências

No Brasil, os ajustes de valorização foram significativos, embora o País mantenha as apostas centrais do banco. A Petrobras segue recomendada para compra, com preço-alvo de R$ 55 por ação, ante R$ 65 anteriormente. A BR é citada por retornos de fluxo de caixa livre para acionistas em 2026-27.

PRIO também aparece entre favoritas, com recomendação de compra. O preço-alvo caiu de R$ 82 para R$ 71 por ação, justificado pela expectativa de fluxo de caixa sólido e anúncio de política de dividendos como catalisador de curto prazo.

Brava Energia e PetroReconcavo aparecem com recomendação neutra. A Brava teve preço-alvo reduzido para R$ 22,50 por ação, frente R$ 26,50. A PetroReconcavo passou a ter alvo de R$ 13,50, contra R$ 16,50, com expectativa de menor fluxo de caixa livre.

Comparação e desempenho das ações brasileiras

Entre as brasileiras, PRIO permanece com preço atual de R$ 52,96 e preço-alvo de R$ 71,00, configurando alta de aproximadamente 26%. Petrobras consta com preço atual de R$ 38,25 e alvo de R$ 55,00, lucro próximo de 25%. PetroReconcavo, a R$ 9,64, tem alvo de R$ 13,50. Brava opera perto de R$ 17,91 com alvo de R$ 22,50.

Na prática, o banco aponta que a queda do petróleo é compensada pela expectativa de fluxo de caixa e pela política de dividendos, amenizando parte do recuo observado nos preços do petróleo.

Argentina mantém perspectiva favorável

Na Argentina, há recuo de cerca de 6% nos alvos das empresas, já que o petróleo mais barato pesa sobre as margens. A Vista Energy continua entre as preferidas do BofA, com alvo revisado para US$ 107 por ADR, frente US$ 115, refletindo o cenário de preços mais baixos.

A YPF mantém recomendação de compra, com preço-alvo de US$ 61 por ADR, ante US$ 64. A expectativa é de que a redução do risco-país mitigue parte do impacto da queda do petróleo.

O banco indica que o setor argentino segue bem posicionado pela produção de Vaca Muerta, custos de perfuração mais baixos e potencial de crescimento nos próximos anos.

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