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Fundos de renda fixa perdem R$ 17 bi com guerra no Irã e Copom

Fundos de renda fixa recuam com volatilidade provocada pela guerra no Irã e decisões do Copom, registrando saída líquida de R$ 17,2 bilhões em junho

O presidente do Banco Central, Gabriel Galipolo, que comanda as reuniões do Copom
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  • Em junho, a captação líquida dos fundos de renda fixa ficou negativa em R$ 17,2 bilhões até o dia 29, segundo a Anbima, com saques superiores a novos aportes.
  • Desde a última reunião do Copom, o patrimônio líquido agregado recuou em R$ 45 bilhões. Em maio houve aporte líquido de R$ 10,4 bilhões, mas abril fechou com retirada de R$ 19,3 bilhões.
  • Os fundos de renda fixa renderam, em média, 0,97% em junho, e 5,5% no primeiro semestre, abaixo do CDI, que acumulou 6,8%.
  • A volatilidade foi impulsionada pelo cenário entre o conflito no Irã e decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, elevando a precificação de juros futuros.
  • Três dias após o Copom, os fundos perderam R$ 36,6 bilhões de patrimônio, com R$ 19,6 bilhões retornando no dia da ata; analistas destacam que o investidor periférico sente mais a volatilidade.

O cenário macroeconômico de junho elevou a volatilidade dos fundos de renda fixa, que justamente visam previsibilidade de ganhos. Investidores viram cotações oscilar e algumas estratégias apresentarem rentabilidade negativa.

Dados da Anbima apontam que, até o dia 29, a captação líquida da classe ficou negativa em 17,2 bilhões de reais, ou seja, mais dinheiro saiu do que entrou. O patrimônio líquido dos fundos desde a última reunião do Copom caiu em 45 bilhões de reais.

Essa fuga de recursos contrariou a trajetória iniciada no começo do ano, com entrada líquida de 130,3 bilhões entre janeiro e março. Em maio houve aporte de 10,4 bilhões, após saque de 19,3 bilhões em abril.

Desempenho e fatores de risco

A média dos fundos categorizados pela Anbima rendeu 0,97% em junho, abaixo dos 1,01% acumulados em 12 meses. No semestre, o retorno ficou em 5,5%, menor que o CDI, que avançou 6,8%.

Especialistas destacam que o movimento reflete ajustes de juros futuros e a volatilidade gerada pelo conflito no Irã, que influencia as apostas sobre a Selic. A decisão do Copom, em 17 de junho, reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, sem sinalizar próximos passos definidos.

Segundo analistas, o mercado avaliou a fala do Copom como ambígua, gerando dúvidas e aumentando a aversão ao risco no curto prazo. A atuação do Tesouro e a liquidez do BC foram citadas como fatores que ajudaram a amortecer parte da instabilidade após a ata.

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