- A Lecar devolveu valores de cerca de 90% das reservas feitas por interessados no modelo Lecar 459, conforme afirmou o fundador Flávio Figueiredo Assis.
- A empresa diz manter os planos de fábrica no Espírito Santo e a continuidade de seus projetos, apesar das devoluções.
- A parceria estratégica com a Dongfeng Motor Corporation não evoluiu para um acordo definitivo, e o veículo elétrico previsto não avançou.
- A Dongfeng havia considerado o Nammi 01, chamado no Brasil de Lecar Pop, mas o acordo com a Lecar não se concretizou.
- O histórico da Lecar é marcado por dúvidas sobre o estágio de desenvolvimento dos protótipos e pela expectativa de iniciar operação industrial nos próximos anos, dependente de parcerias, financiamento e viabilidade tecnológica.
O empresário Flávio Figueiredo Assis afirmou ao Jornal do Carro, do Estadão, que a Lecar devolveu os valores de cerca de 90% das reservas de seus clientes. A empresa mantém, porém, seus planos de produção e a construção da fábrica no Espírito Santo continua em estudo.
Segundo o fundador, os pedidos para o Lecar 459 — SUV híbrido-flex de cerca de R$ 159,3 mil — foram contemplados com depósitos de aproximadamente 1% do valor. A Lecar havia informado que recebeu milhares de pré-reservas ao longo dos meses.
Alecou-se a informação de uma negociação com a Dongfeng Motor Corporation para lançar o Box, conhecido como Nammi 01 na China, no Brasil como Lecar Pop. As conversas não evoluíram para acordo definitivo, segundo a empresa.
Parcerias e incertezas
Executivos da Dongfeng haviam indicado, no Salão de Pequim de 2026, que a fabricante estudava operação independente no Brasil sem ligação com a Lecar. A Lecar continua sob escrutínio por críticas a especificações e etapas de desenvolvimento dos protótipos, além de reservas anteriores.
A trajetória ganhou visibilidade ao prometer o primeiro híbrido-flex concebido por uma empresa brasileira desde encerramentos de projetos anteriores. A Lecar mantém que seguirá buscando parcerias tecnológicas e financiamento para transformar protótipos em produtos nacionais.
Embora tenha devolvido os recursos, a Lecar sustenta que a operação industrial pode começar nos próximos anos, dependente de parcerias, financiamento e viabilidade de produção dos veículos apresentados.
Entre na conversa da comunidade