- Natura lançou a Natura Ingredientes, startup de Corporate Venture Building para comercializar bioingredientes da Amazônia a indústrias como cosméticos, alimentação e pharma.
- A iniciativa conecta mais de 11 mil famílias em 43 comunidades da Pan-Amazônia, mantendo cadeia de rastreabilidade e manejo sustentável dos insumos.
- Em 2025, 13,1% das matérias-primas da Natura vêm da Amazônia; a operação já tem acordos com empresas como Lush (Reino Unido) e Mahta (Brasil) para 2026.
- A startup nasceu a partir da estrutura existente da Natura na região, com base na Gerência de Relacionamento e Abastecimento da Sociobiodiversidade, funcionando em modelo B2B.
- A meta é quadruplicar a aquisição de matérias-primas da Amazônia até 2030, expandindo o uso de insumos locais e fortalecendo as cadeias de fornecimento com certificação de Biocomércio Ético (UEBT).
A Natura lançou a Natura Ingredientes, startup estruturada em Corporate Venture Building para comercializar bioingredientes da Amazônia a outras indústrias. A iniciativa conecta mais de 11 mil famílias da Pan-Amazônia a novos mercados, mantendo rastreabilidade dos insumos usados em cosméticos e outros setores.
A operação pretende ampliar o acesso de empresas de alimentos, farmacêutica e cosméticos aos insumos da região, sem comprometer o abastecimento interno da Natura. A empresa diz que a atuação utiliza ativos já presentes na cadeia de suprimento da Amazônia há 25 anos.
José Manuel Silva, vice-presidente de Novos Negócios, afirma que a Natura Ingredientes funciona como uma B2B que acelera impactos sociais e ambientais positivos. A startup reforça a resiliência de cadeias sustentáveis ao facilitar produção na região.
A estrutura nasceu a partir da Gerência de Relacionamento e Abastecimento da Sociobiodiversidade, que atua na Amazônia há mais de duas décadas. O modelo envolve comunidades locais, com foco em cadeias produtivas, P&D e desenvolvimento de insumos.
Segundo a Natura, a abertura ao mercado externo não altera o abastecimento interno, garantido por planejamento de safra, investimentos e articulação com comunidades fornecedoras. A empresa mantém o padrão de manejo responsável.
Em 2025, 13,1% das matérias-primas da Natura vieram da Amazônia. A operação envolve 43 comunidades no Brasil e mais de 11 mil famílias na Pan-Amazônia, integradas a cadeias de biocomércio ético com certificação da UE-BT.
O investimento direto nas comunidades fornecedoras somou R$ 62,39 milhões no ano anterior, alta de 29% frente ao período anterior. As cadeias amazônicas contam com certificação da União para o Biocomércio Ético.
A Natura Ingredientes já opera em piloto há seis meses e firmou acordos para entregas em 2026 com a britânica Lush e a brasileira Mahta. O portfólio inicial reúne mais de 20 espécies da sociobiodiversidade, como Andiroba, Tucumã, Castanha-do-Pará e Murumuru, além de ativos olfativos como Priprioca e Ishpink.
A nova unidade integra a estratégia da empresa de ampliar o uso de insumos amazônicos. Entre as metas estão quadruplicar a aquisição de matérias-primas da região até 2030 e substituir, sempre que possível, insumos por alternativas de origem amazônica.
A Natura afirma que a iniciativa busca maior resiliência da cadeia de suprimentos e redução de riscos operacionais, além de ganhos de escala para comunidades fornecedoras. A expansão visa valorizar a produção local e fortalecer as cadeias existentes na região.
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