- Pesquisa do Procon-SP com 1.819 consumidores mostrou que 1.538 compram medicamentos e 79,1% desconhecem o teto de preço definido pela CMED e divulgado pela Anvisa por meio do Preço Máximo ao Consumidor.
- Entre quem compra, 88,10% já deixaram de adquirir algum medicamento por causa do preço, e 94,93% pesquisam valores antes da compra.
- Quando há prescrição, 50,20% dizem que trocam o medicamento por um genérico ou opção mais barata, enquanto 31,73% compram exatamente o produto indicado.
- Sobre dados dos clientes, 71,20% fornecem o CPF para descontos; 54,29% não sabem como as informações são tratadas e 35,24% têm dúvidas sobre o assunto.
- Em comparação com 2025, o desconhecimento do teto subiu para 79,13%, a percepção de que a publicidade induz à automedicação aumentou, e o uso combinado de canais físicos e on-line avançou para 39,40%.
Entre os consumidores que compram medicamentos, 88,10% já deixaram de adquirir algum remédio por considerar o preço alto. Um levantamento do Procon-SP com 1.819 pessoas revela que 1.538 entrevistados compram medicamentos, e 4 em cada 5 desconhecem o teto de preço definido pela CMED e divulgado pela Anvisa pelo PMC.
A pesquisa, realizada de 4 a 29 de maio de 2026, aponta que 79,1% dos respondentes não conhecem esse teto. O custo dos remédios pesa no orçamento familiar, segundo o Procon-SP, que também mostrou que 94,93% pesquisam valores antes de comprar. Outros dados destacam a busca por opções mais baratas, como genéricos.
Entre quem recebe uma prescrição, 50,20% afirma trocar o medicamento indicado por uma alternativa mais barata, enquanto 31,73% compram exatamente o produto prescrito. O estudo também traz informações sobre uso de dados, privacidade e canais de aquisição de medicamentos, além do papel das farmácias na decisão de compra.
Principais números
Quase 30% de quem conhece o PMC não sabe onde consultá-lo. Para itens sem prescrição, a escolha é influenciada pela experiência anterior (34,20%) e pela recomendação do farmacêutico (27,18%). A preferência por grandes redes caiu de 51,91% para 43,17% em um ano, segundo o levantamento.
Sobre dados pessoais, 71,20% fornecem o CPF para obter descontos. Já 54,29% não sabem como as informações são tratadas e 35,24% têm dúvidas a respeito, sinalizando a necessidade de maior transparência por parte de farmácias e drogarias.
Comparação com 2025
Em relação ao ano anterior, houve aumento do desconhecimento do teto de preços, de 74,82% para 79,13%. A percepção de que a publicidade induz à automedicação subiu, de 66,10% para 70,35%. O uso combinado de canais físicos e on-line também avançou, de 31,25% para 39,40%.
Consumo consciente
O Procon-SP aponta que as farmácias devem esclarecer como os dados dos clientes são usados, tratados e guardados, incluindo eventual compartilhamento com laboratórios, convênios médicos ou redes hospitalares. A LGPD deve nortear esse esclarecimento, indo além de justificar descontos. A transparência facilita consumo seguro e autônomo, além de servir como melhoria de relacionamento com o consumidor. Técnicos do Procon-SP ressaltam que o acesso à informação é um direito básico.
Entre na conversa da comunidade