- A OPEP+ aprovou novo aumento de 188 mil barris por dia na produção a partir de agosto, somando aos aumentos de junho e julho.
- Os sete membros centrais (Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão e Omã) já elevaram cotas de abril a julho em quase 800 mil bpd.
- A medida ocorre em um momento de recuperação de exportações após a reabertura gradual do estreito de Hormuz, que havia pressionado as entregas de petróleo.
- A produção da OPEP+ caiu para 33,13 milhões de bpd em maio e começou a se recuperar em junho, mas permanece abaixo dos níveis pré-conflito.
- Emirados Árabes Unidos deixaram o grupo, enquanto o Iraque busca cotas maiores; a perspectiva de autorização de mais aumentos em setembro está entre os temas da próxima reunião.
A OPEP+ aprovou um novo aumento nas metas de produção a partir de agosto, informou o grupo em comunicado neste domingo. A medida eleva a oferta global de petróleo em um cenário de queda de preços, impulsionada pela reabertura gradual do Estreito de Hormuz.
Durante reunião online, os sete membros centrais da OPEP+ concordaram em ampliar as cotas em 188 mil barris por dia (bpd) a partir de agosto, somando-se aos aumentos já aprovados para junho e julho. A produção de abril a julho subiu quase 800 mil bpd nesse grupo.
A maior parte do aumento, no entanto, permanece difícil de sentir na prática devido a tensões militares na região. O Irã fechou o Estreito de Hormuz para navios de alguns membros, como Arábia Saudita, Kuwait e Iraque, afetando fluxos globais.
Contexto e impactos
A produção da OPEP+ recuou a 33,13 milhões de bpd em maio, ante 42,77 milhões de fevereiro, segundo dados da OPEP. Em junho houve recuperação com apoio dos EUA a exportações de membros da aliança.
O Brent operava perto de US$ 72 o barril na sexta, bem abaixo de picos acima de US$ 120. A queda acompanha importações chinesas pouco expressivas e exportações maiores de produtores fora do Oriente Médio.
Em meio a reajustes, o Iraque pressiona por cotas maiores. A saída dos Emirados Árabes Unidos da aliança, anunciada no final de abril, também complica a gestão coletiva da produção.
A formação atual envolve sete produtores centrais — Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão e Omã — com Emirados Árabes Unidos ainda fora do grupo. Eles buscam reverter o corte de 1,65 milhão de bpd de 2023.
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