- O governo anunciou o Plano Safra 2026/2027 para a agricultura empresarial, com recursos de R$ 525,1 bilhões e juros entre 8% e 12,5%.
- O presidente da Abag, Ingo Plöger, afirmou que o plano ficou aquém do esperado e financia apenas 25% dos dispêndios da agricultura brasileira.
- A Abag defende que o plano seja quinquenal, funcionando como política de Estado de longo prazo, com ajustes anuais conforme clima e mercado.
- Com a Selic a 14%, os juros previstos são considerados altos, e margens dos produtores estão comprimidas por preços dolarizados, insumos mais caros e possível fim do subsídio do diesel.
- Há preocupação de que muitos recursos não sejam usados na safra 2026/2027, e o plano não está alinhado com negociações de renegociação de dívidas de estados atingidos por catástrofes, deixando produtores em dúvida.
O governo federal anunciou o Plano Safra 2026/2027 para a agricultura empresarial, com recursos de 525,1 bilhões de reais e juros entre 8% e 12,5%. O plano foi apresentado sem entusiasmos por parte do setor.
A Abag afirma que o montante fica aquém do esperado e que o financiamento atende apenas 25% dos dispêndios da agricultura brasileira, enquanto o restante depende de financiamento de mercado.
Para o presidente da Abag, Ingo Plöger, o plano reflete a conjuntura do país e não cria uma visão de longo prazo para o setor. A associação defende um formato quinquenal com ajustes anuais.
Juros elevados e riscos de implementação
Com a Selic em 14%, os juros do plano empresarial são considerados altos pelo setor. Insumos dolarizados, preços em queda e fim do subsídio do diesel pressionam as margens do produtor.
Diante desse cenário, produtores e instituições financeiras tendem a manter cautela na contratação de crédito. Há expectativa de que parte dos recursos não seja utilizada ao fim da safra.
Desalinhamento com renegociação de dívidas e impactos regionais
O anúncio não está alinhado às negociações em curso na Câmara sobre renegociação de dívidas de planos safras anteriores de estados atingidos por catástrofes, como a Região Sul. Enquanto isso, produtores aguardam sinalização para quitar dívidas antigas com novos recursos.
A Abag aponta que muitos produtores estão com dúvidas e não há clareza sobre como proceder até que questões de créditos anteriores sejam resolvidas.
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