- Paraguai deve encerrar o ciclo 2025/26 com a maior safra de soja da história, em 12,34 milhões de toneladas (safra principal mais safrinha), segundo a StoneX.
- A projeção de milho safrinha é de 5,31 milhões de toneladas; a qualidade preocupa mais do que o volume por conta do clima.
- A área total de soja no ciclo 2025/26 é de 3,72 milhões de hectares, com destaque para os polos de Alto Paraná, Itapúa, Canindeyú e Caaguazú.
- Cerca de noventa por cento da safra de soja já está negociada, fortalecendo as vendas do Paraguai no mercado regional, com o país como principal fornecedor para o Brasil.
- No milho, o risco é de diminuição da qualidade por chuvas frequentes, umidade e temperaturas mais baixas; a colheita pode se estender até o início de agosto, com preços próximos de US$ 140 por tonelada.
O Paraguai deve encerrar o ciclo 2025/26 com a maior safra de soja da história, enquanto o milho safrinha entra numa fase de atenção à qualidade. A projeção é da StoneX, em relatório de julho, divulgado pela CNN Agro, que mantém a produção de soja em 12,34 milhões de toneladas e o milho em 5,31 milhões de toneladas.
A combinação de safra recorde e ritmo de venda rápido aponta para maior peso do Paraguai no abastecimento regional. A presença de brasiguaios e a posição do Paraguai como maior fornecedor de soja para o Brasil ampliam a influência do país sobre os preços e as decisões do mercado brasileiro.
Soja
A produção de soja paraguaia fica estimada em 10,94 milhões de toneladas na safra principal, mais 1,40 milhão na safrinha. Segundo a StoneX, a chegada da segunda parcela não pressionou muito os preços no país. Cerca de 90% da produção já foi comercializada.
A área total de soja no ciclo 2025/26 chega a 3,72 milhões de hectares, com polos relevantes em Alto Paraná, Itapúa, Canindeyú e Caaguazú. O avanço da safra e o dinamismo das vendas fortalecem a oferta exportável paraguaia.
Milho
O milho é o principal ponto de atenção para o segundo semestre, por questões de qualidade. Chuvas, umidade elevada, menor luminosidade e quedas de temperatura podem comprometer a qualidade do cereal, sem necessariamente afetar a produtividade.
Relatos de produtores indicam ocorrências de grãos com danos próximos ao limite de tolerância. A colheita tende a atrasar, com chuvas previstas para julho e início de agosto dificultando a secagem natural.
No mercado, a comercialização segue lenta, já que grande parte da safra ainda está no campo. Os preços oscillam em torno de US$ 140 por tonelada, sujeito ao fluxo de oferta futura no mercado.
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