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Trump e guerras aceleram demanda por soberania energética, diz Coutinho

Guerras e sanções aceleram demanda por soberania energética, diz CEO da Origem; gás natural vira bateria do sistema elétrico brasileiro

Origem
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  • A Origem Energia ganhou projetos no leilão de reserva de capacidade e vai construir 371 MW de geração termelétrica na região metropolitana de Maceió, usando gás produzido pela empresa para dar flexibilidade ao sistema elétrico.
  • A companhia desenvolve o primeiro projeto de armazenagem subterrânea de gás da América Latina, com capacidade que pode chegar a 1 bilhão de metros cúbicos.
  • O CEO Luiz Felipe Coutinho afirma que o armazenamento de gás natural é tecnologia madura e estratégica, citando guerras, sanções e rupturas nas cadeias globais para justificar a dependência de energia importada como risco.
  • Ele defende o conceito de soberania energética, ressaltando a necessidade de uma fonte segura e garantida a longo prazo e apontando que o alto custo do gás no Brasil resulta de erros de planejamento e regulação.
  • Coutinho diz que o Brasil pode não liderar a primeira camada da nova economia, mas pode ser protagonista em energia, água e alimentos, oferecendo capacidade de atender à demanda mundial.

A guerra e a geopolítica do gás ganham peso na visão de futuros energéticos do Brasil. Em entrevista ao podcast POWER, Adriano Pires conversa com Luiz Felipe Coutinho, CEO da Origem Energia, sobre o papel do gás natural na nova configuração global de energia.

A Origem venceu projetos no leilão de reserva de capacidade e vai construir 371 MW de geração termelétrica na região metropolitana de Maceió. A empresa pretende usar o gás produzido internamente para dar flexibilidade ao sistema elétrico nacional.

Coutinho ressalta que a companhia planeja o primeiro projeto de armazenagem subterrânea de gás da América Latina, com potencial de chegar a 1 bilhão de metros cúbicos de capacidade. Para ele, armazenar gás é uma tecnologia madura e estratégica nos grandes mercados.

O executivo afirma que guerras, sanções e rupturas nas cadeias globais evidenciam o risco de depender de energia importada. O conceito de soberania energética passa a ser prioridade, segundo ele, com a garantia de fontes seguras a longo prazo.

Segundo Coutinho, o alto custo do gás no Brasil decorre de falhas de planejamento e regulação. Ele aponta que o gás nem sempre foi ofertado adequadamente à indústria e que a abertura do mercado ainda precisa enfrentar a harmonização entre leis federais e estaduais.

A visão da Origem é que o Brasil pode ser protagonista na segunda camada da nova economia, dedicada a energia, água e alimentos. Para Coutinho, o país tem capacidade de fornecer recursos que atende às demandas globais.

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