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31% das padarias em SP são lideradas por mulheres, transformando pão em negócio

31% das padarias de São Paulo são comandadas por mulheres, avanço expressivo na última década, com Claudia Rezende à frente da Zestzing

TQ São Paulo 01.07.2026 PALADAR CADERNO 2 Padaria Zestzing na Alameda Tietê, nos Jardins. Pães e doces, interior e fachada da padaria e retratos da padeira Claudia Rezende. Foto Tiago Queiroz/Estadão.
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  • Em São Paulo, 31% das padarias são comandadas por mulheres, índice que tem crescido mais de três vezes na última década.
  • Claudia Rezende, ex-bailarina, abriu a Zestzing Padaria Artesanal na Alameda Tietê em 2020, após anos de aprendizado na panificação.
  • A pandemia atrasou o projeto, mas, com apoio da família, a padaria reabriu em setembro de 2020 e manteve as atividades.
  • No pós-pandemia, o número de mulheres abrindo padarias aumentou, acompanhando a tendência de transformação do setor.
  • Hoje a Zestzing realiza cerca de 700 itens por dia, com 60 produtos diferentes, usando mensalmente aproximadamente 1,2 toneladas de farinha.

Entre 31% das padarias em São Paulo são comandadas por mulheres, conforme levantamento da Sampapão. A reportagem destaca a trajetória de Claudia Rezende, proprietária da Zestzing Padaria Artesanal, como exemplo de empreendedorismo feminino no setor tradicional da gastronomia.

Claudia, ex-bailarina que se voltou à panificação, abriu a seu próprio espaço na Alameda Tietê em 2020, após anos de estudo técnico no Brasil e nos Estados Unidos. A trajetória incluiu trabalhosa produção em espaço reduzido, em que ela dominava toda a operação sozinha.

A padaria nasceu em meio à pandemia: a loja abriu em março de 2020 e reabriu em setembro, após fechamento temporário. O negócio ganhou fôlego com produtos de viennoiserie e panificação artesanal sem conservantes, feitos com ingredientes naturais.

Antes de abrir a Zestzing, Claudia produzia croissants e pães em uma casa alugada, enfrentando limitações de espaço e de infraestrutura. O esforço culminou na mudança para uma padaria própria, com forno dedicado e produção estável.

Hoje, a unidade foca em croissants, baguetes e itens como canellé e demi croissant creme laranja, somando cerca de 60 itens diários. Em torno de 1,2 toneladas de farinha são utilizadas mensalmente na cozinha, que opera com mais de 700 itens diferentes ao longo do mês.

A história de Claudia faz parte de uma tendência observada na cidade: o crescimento de mulheres na liderança de padarias. Em dez anos, a participação subiu de 8% para 31%, revelando uma transformação relevante no mercado paulista.

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