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Fiscalizador alerta riscos aos pacientes com crescimento do PE na saúde dos EUA

PESP alerta riscos para pacientes e pagadores em joint ventures entre private equity e organizações sem fins lucrativos; requer fiscalização governamental

Private equity firms have an increasing footprint in American healthcare.
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  • O Private Equity Stakeholder Project (PESP) acusa falta de oversight governamental em joint ventures entre private equity e prestadores de saúde sem fins lucrativos, apontando riscos para pacientes, pagadores e funcionários.
  • O relatório detalha mais de quinhentos contratos conjuntos e quatro estudos de caso que ilustram como investimentos em private equity podem alterar organizações sem fins lucrativos de saúde e desviar seus propósitos.
  • Pesquisadores de Nova York estimam que fundos de private equity investiram mais de $1 trilhão em dívidas em negócios de saúde na última década.
  • Exemplos citados incluem Steward Health, que entrou em falência, e operações de sale-leaseback; casos em hospitais não lucrativos que enfrentaram problemas de qualidade e investigações regulatórias, como o Wilson Medical Center.
  • Especialistas em saúde divergem: alguns veem benefícios de maior capital para melhoria de operações, enquanto outros destacam riscos de priorização de lucro; o debate permanece aberto.

A ONG de fiscalização alerta para riscos em joint ventures entre private equity e prestadores de saúde sem fins lucrativos nos EUA. O relatório aponta mais de 500 acordos desse tipo e pede maior supervisão governamental para proteger pacientes, pagadores e funcionários. O material questiona lucratividade versus missão beneficente.

Segundo o Private Equity Stakeholder Project (PESP), as parcerias são viáveis juridicamente graças a decisões do IRS, mas podem afetar a qualidade do atendimento quando o lucro disputa a finalidade social. O estudo detalha mecanismos legais e quatro casos que ilustram impactos potenciais.

O levantamento destaca que fundos de private equity financiaram mais de US$ 1 trilhão em dívidas ligadas a negócios de saúde na última década, segundo pesquisadores de NYU. Pesquisas e análises acadêmicas acompanham o tema com foco em custo, desempenho e risco de fechamento de hospitais.

A organização também amplia o monitoramento de hospitais de propriedade de private equity. De acordo com o relatório, 488 hospitais, cerca de 8,5% do total, estão sob controle de firmas de investimento. A PESP enfatiza que a relação com o setor sem fins lucrativos merece escrutínio adicional.

Casos principais envolvem Steward Health Care, que virou rede lucrativa com apoio de Cerberus e MPT, levando à fiscalização pública e a críticas sobre gestão de recursos. O relatório cita histórico de mudanças de status e impactos no atendimento.

Outro exemplo analisado é a rede Lifepoint, adquirida pela Apollo, com venda de imóveis a REITs logo após a fusão. Em Wilson Medical Center, na Carolina do Norte, houve investigação da CMS e questionamentos do governo estadual sobre atendimento emergencial.

Em 2022-2023, o Wilson Medical Center registrou falhas que motivaram duas mortes de pacientes, segundo a reportagem. A instituição afirmou em nota ter cumprido normas da CMS desde 2024 e implementou medidas de melhoria na governança e na qualidade do atendimento.

A PESP ressalta ainda práticas como venda e aluguel de imóveis (sale-leaseback), usadas para captar recursos, mas acusadas de elevar custos operacionais para hospitais públicos ou com financiamento público. Autoridades federais, estaduais e o setor respondem com cautela sobre esse modelo.

Especialistas divergem sobre os impactos do private equity na saúde. Algumas vozes defendem que o capital investido pode melhorar operações, contratação e serviços, enquanto outras destacam riscos de desinvestimento na missão social de hospitais sem fins lucrativos.

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