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Governo Lula busca reunião e redução de alíquotas para conter tarifa de Trump

Governo aposta em nova reunião com os Estados Unidos e na redução de alíquotas para setores dominados pelos americanos para evitar tarifa de vinte e cinco por cento

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático - ASEAN em Kuala Lampur, Malásia | Foto: Ricardo Stuckert / PR
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  • A menos de nove dias do prazo para a decisão dos EUA sobre tarifa de 25%, o governo brasileiro busca nova reunião com o representante comercial Jamieson Greer e oferecer redução de alíquotas em setores dominados pelos Estados Unidos, como máquinas, equipamentos para saúde e tecnologia da informação.
  • O governo vê a medida como tentativa de barrar o tarifão, mas setores internos permanecem céticos quanto ao sucesso, citando interesse eleitoral de Donald Trump em não conceder vitória política a Lula.
  • Em documento enviado ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, o governo brasileiro apresenta um “mapa do caminho” com seis temas da investigação da Seção 301, incluindo comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal.
  • O Pix não é tema do pacote; segundo avaliação, não há condições para discutir o meio eletrônico de pagamentos.
  • A audiência da USTR para apresentar argumentos sobre a taxação ocorrerá nesta semana, sem participação do governo brasileiro; Flávio Bolsonaro pediu adiamento do tarifaço para após as eleições. A proposta dos EUA pode chegar a quarenta e sete pontos percentuais (37,5%) caso inclua sobretaxa de 12,5% por alegação de trabalho forçado.

A menos de dez dias do prazo para os EUA anunciarem se vão impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, o governo de Lula trabalha para evitar o tarifaço. A estratégia envolve nova reunião com o representante comercial americano e a oferta de cortes de alíquotas em setores dominados pelos EUA, como máquinas, equipamentos da saúde e tecnologia da informação. O objetivo é impedir a sanção e manter o comércio bilateral estável.

A equipe brasileira aposta na cooperação para conter o impacto econômico. O governo apresentou ao Escritório de Comércio dos EUA (USTR) um plano, considerado o principal trunfo, que propõe reduções de tarifas para setores sensíveis. A ideia é demonstrar reciprocidade e reduzir custos para empresas brasileiras e clientes norte-americanos.

Contexto da negociação

Um documento enviado ao USTR detalha o que o Brasil chama de mapa do caminho, com propostas sobre comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal. O Pix não faz parte do debate, segundo avaliação oficial, pois não há condições de discutir meios de pagamento digitais.

Próximos passos e controles

Marcio Elias Rosa, ministro da Indústria e Comércio, deve se reunir virtualmente com Jamieson Greer nos próximos dias. A última conversa entre eles ocorreu na quinta-feira anterior. Enquanto isso, a audiência da USTR, ainda sem participação brasileira, terá representantes do setor privado defendendo o adiamento do tarifaço até após as eleições.

Reações e impactos

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) já pediu o adiamento do tarifaço em carta enviada à administração Trump e deverá defender a posição na audiência. Representantes de empresas brasileiras argumentam que a taxação elevaria custos e reduziria investimentos, empregos e demanda no mercado americano. O governo brasileiro, por sua vez, busca preservar o comércio e evitar retaliações.

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