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Mercado brasileiro de alimentos premium atrai investimentos dos EUA

Mercado premium brasileiro vira aposta dos Estados Unidos, com quarenta milhões de consumidores de alta renda; dez milhões são pouco sensíveis ao preço

Consumidor busca produtos premium e mais saudáveis
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  • Relatório do USDA aponta cerca de 40 milhões de brasileiros de alta renda como principal oportunidade para exportadores dos Estados Unidos, com 10 milhões nesse grupo pouco sensível a preço e aberto a produtos premium.
  • A estratégia americana é investir em itens exclusivos, ingredientes diferenciados e alimentos de maior valor agregado, em vez de competir por preço.
  • Cresce no Brasil a demanda por alimentos funcionais, orgânicos, naturais, sem lactose e sem glúten, com maior transparência de ingredientes, além de espaços especiais em supermercados para esses itens.
  • Dados da Abras, com base em NielsenIQ, mostram que um terço dos lares compra produtos premium por qualidade, inovação e ingredientes diferenciados, e 78% mantém a compra da marca preferida mesmo sem promoção.
  • Além do varejo, a indústria brasileira de alimentos aparece como principal alvo para ingredientes de alto valor agregado, com exportações americanas para o Brasil em US$ 925 milhões em 2025, aumento de 4%.

O estudo do adido brasileiro do USDA indica que o nicho de consumidores de alta renda no Brasil representa a principal oportunidade para exportadores dos Estados Unidos. São cerca de 40 milhões de brasileiros nesse segmento, dos quais aproximadamente 10 milhões são pouco sensíveis a preço e abertos a produtos premium.

Segundo o relatório, a competição de preços não favorece importados frente à produção local e ao Mercosul. A estratégia sugerida para companhias americanas envolve itens exclusivos, ingredientes diferenciados e alimentos com apelo de qualidade, saúde e inovação.

Mercado consumidor em transformação

A pesquisa aponta aumento da demanda por alimentos funcionais, orgânicos, naturais, sem lactose, sem glúten e com maior transparência de ingredientes. Supermercados criaram espaços dedicados a essas categorias, atendendo consumidores dispostos a pagar mais por conveniência e bem-estar.

Dados da Abras, com base em NielsenIQ, indicam que um em cada três lares brasileiros avalia a compra de produtos premium quando percebe atributos de qualidade e inovação. Entre esse grupo, 78% mantém a compra da marca preferida mesmo sem promoção.

Consumidores com foco em saudabilidade frequentam mais supermercados, elevando o ticket médio e buscando opções orgânicas, sem glúten e sem lactose. Esse comportamento explica a expansão dessas categorias em gôndolas e esteira de compras.

O relatório também destaca o novo estilo de vida urbano. Apartamentos menores impulsionam compras com maior frequência e volumes menores, favorecendo lojas de conveniência e mercados de proximidade com oferta diferenciada.

O tamanho do mercado e oportunidades para a indústria

O Brasil é apresentado como a maior economia da América Latina, com varejo supermercadista de US$ 197 bilhões em 2025 e indústria de alimentos de US$ 248 bilhões. A ABRAS aponta que o setor supermercadista brasileiro movimentou mais de R$ 1,145 trilhão em 2025, respondendo por cerca de 9% do PIB.

O relatório ressalta que a maior oportunidade pode estar na indústria de alimentos, onde há demanda por ingredientes de alto valor agregado, aditivos, vitaminas, aromas e componentes para produtos plant-based, funcionais e de rótulo limpo.

Em 2025, as exportações agrícolas dos EUA para o Brasil cresceram 4%, totalizando US$ 925 milhões, com destaque para laticínios, bebidas destiladas, nozes e ingredientes usados pela indústria. O documento reforça o papel do Brasil como destino relevante de importações norte-americanas.

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