- Gilberto Gil está em sua turnê de despedida, chamada “Tempo Rei”.
- O artista, com 83 anos, reflete sobre o envelhecimento e a reconexão com sua música.
- A turnê atraiu 40 mil fãs em São Paulo e inclui sucessos como “Aquele Abraço” e “Andar com Fé”.
- Gil, que foi ministro da Cultura, planeja continuar sua relação com a música após a turnê, focando em composições pessoais.
- Ele revisita canções que simbolizam sua resistência durante a censura, como “Cálice”, tocada ao vivo pela primeira vez.
Gilberto Gil, ícone da música brasileira, está em sua turnê de despedida, intitulada “Tempo Rei”, que reflete sobre o envelhecimento e a reconexão com sua arte. Com 83 anos, o artista, que teve uma carreira de seis décadas, está encerrando um ciclo que começou em sua juventude, marcada pela Tropicália e pelo exílio durante a ditadura militar.
A turnê, que atraiu 40 mil fãs em São Paulo, destaca a diversidade de sua obra, incluindo gêneros como samba, baião e reggae. Gil, que foi ministro da Cultura entre 2003 e 2008, expressa que a decisão de se afastar das apresentações ao vivo não significa abandonar a música. Ele planeja se reconectar com sua arte de forma mais livre e pessoal.
Durante a turnê, Gil tem revisitado sucessos como “Aquele Abraço” e “Andar com Fé”, além de tocar “Cálice” ao vivo pela primeira vez, uma canção que simboliza sua resistência durante a censura. Ele compartilha a experiência da turnê como uma mistura de alegria e saudade, um sentimento profundo que permeia sua trajetória.
Gil, que começou sua carreira em Salvador, foi influenciado por artistas como Miriam Makeba e Luiz Gonzaga. Sua colaboração com Caetano Veloso e outros músicos na Tropicália desafiou normas sociais e políticas, criando um movimento cultural significativo. A música de Gil não apenas entrelaça ritmos brasileiros, mas também aborda questões sociais e políticas, refletindo sua formação e experiências de vida.
Agora, ao se despedir dos palcos, Gil se prepara para um novo capítulo, onde terá mais tempo para compor e gravar. Ele afirma que “sempre terei meu violão, meu companheiro inseparável”, sinalizando que sua relação com a música continuará a evoluir, mesmo fora dos holofotes.
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