- Ricardo Linhares, autor da TV Globo, critica a avaliação tradicional do sucesso das novelas, que se baseia no Ibope em grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo.
- Ele considera essa abordagem antiquada e elitista, pois não reflete a diversidade do público brasileiro.
- Linhares propõe que o share de audiência é um parâmetro mais relevante do que o Ibope, destacando a importância de uma análise mais ampla.
- O autor acredita que as novelas devem se adaptar a diferentes regiões do Brasil, promovendo maior identificação com o público.
- Ele ressalta que a percepção de fracasso de uma novela por baixos índices de audiência é equivocada, defendendo que o share é mais importante.
Ricardo Linhares, autor veterano da TV Globo, critica a forma tradicional de avaliar o sucesso das novelas brasileiras, que se baseia na audiência medida pelo Ibope em grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo. Para ele, essa abordagem é antiquada e elitista, pois ignora a diversidade do público em todo o Brasil.
Linhares propõe uma análise mais abrangente, sugerindo que o share de audiência é um parâmetro mais relevante do que o Ibope. Ele argumenta que a medição atual não reflete a realidade da audiência, pois se concentra apenas em algumas regiões. “Hoje queremos expandir isso, fazer um olhar para todo o Brasil”, afirma. O autor destaca que as novelas continuam a ter relevância, mesmo que os números de audiência não indiquem isso.
O autor, conhecido por seu trabalho em novelas como *A Indomada* e *Fera Ferida*, acredita que a narrativa das novelas deve se adaptar a diferentes regiões do país. Ele menciona que novas produções estão sendo ambientadas em locais como Goiás e no Sul, promovendo uma maior identificação com o público. Para Linhares, essa mudança é essencial para quebrar a hegemonia da visão Rio-SP na televisão.
Além disso, ele ressalta que a percepção de que uma novela é um fracasso por não atingir altos índices de audiência é equivocada. “O share de uma novela é mais importante do que o número do Ibope”, conclui. Essa visão pode ajudar a entender melhor o panorama atual da televisão aberta no Brasil, que ainda mantém uma base sólida de espectadores.
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