- Um menino autista foi amarrado em uma cadeira na escola particular Shanduca, no Paraná.
- O incidente levou à prisão de uma funcionária, que foi liberada posteriormente.
- A diretora da escola, Danieli Zimermann, está sob investigação por saber dos maus-tratos.
- Denúncias anteriores à polícia e ao Ministério Público do Paraná (MP-PR) não resultaram em punições.
- Outros pais relataram maus-tratos após a repercussão do caso, incluindo uma foto de uma criança com as mãos amarradas.
Um menino autista de 4 anos foi amarrado em uma cadeira na escola particular Shanduca, no Paraná, levando à prisão de uma funcionária. O incidente ocorreu em meio a uma investigação sobre maus-tratos que a instituição já enfrentava em 2023. A diretora da escola, que tinha conhecimento dos abusos, também está sendo investigada.
As denúncias anteriores à polícia e ao Ministério Público do Paraná (MP-PR) não resultaram em punições. Em um áudio vazado, a diretora, Danieli Zimermann, discutiu a necessidade de “conter” as crianças, mencionando práticas inadequadas, como deixar uma criança presa dentro do banheiro até às 15h. A funcionária, Sara Maria Erdeman Correia, foi presa em flagrante, mas liberada posteriormente. O MP-PR já solicitou sua prisão preventiva.
Após a repercussão do caso, outros pais começaram a relatar maus-tratos. Uma foto chocante mostra uma criança de 3 anos com as mãos amarradas enquanto dorme. O pai do menino autista, Augusto Ambrozio, expressou sua preocupação, questionando desde quando seu filho estava sujeito a essa “tortura”.
Danieli Zimermann, que frequentemente defendia o acolhimento de crianças autistas em vídeos, emitiu uma nota repudiando o ocorrido. A defesa de Sara alegou que ela agiu com autorização da diretora, que não se manifestou publicamente devido a ameaças. O caso levanta questões sérias sobre a segurança e o bem-estar das crianças na instituição.
Entre na conversa da comunidade