- Em 2023, 25% dos jovens americanos entre 18 e 24 anos relataram fazer todas as refeições sozinhos, um aumento significativo em relação a duas décadas atrás.
- Essa desconexão social afeta negativamente a saúde mental dessa faixa etária.
- O World Happiness Report de 2025 indica que o número ideal de refeições compartilhadas semanalmente é de 13, mas os americanos alcançam apenas 7,9 refeições em média.
- O professor de economia e ciências comportamentais da Universidade de Oxford, Jan-Emmanuel De Neve, aponta que a popularização de smartphones e redes sociais contribuiu para essa solidão.
- Sugestões para melhorar a situação incluem deixar celulares fora das refeições e criar mesas sem celular em universidades para incentivar interações sociais.
Em 2023, 25% dos jovens americanos entre 18 e 24 anos relataram ter feito todas as refeições sozinhos, um aumento alarmante em comparação com duas décadas atrás. Essa desconexão social, já abordada no livro “Bowling Alone” de Robert Putnam, está impactando negativamente a saúde mental dessa faixa etária.
O World Happiness Report de 2025 revela que o número ideal de refeições compartilhadas semanalmente é de 13, mas os americanos só conseguem reunir 7,9 refeições em média. Para os jovens, a situação é ainda mais crítica, com um estudo da American Time Use Survey indicando que a solidão nas refeições está se tornando uma norma.
Fatores Contribuintes
Vários fatores têm contribuído para essa tendência. O professor de economia e ciências comportamentais da Universidade de Oxford, Jan-Emmanuel De Neve, aponta que a introdução de smartphones e redes sociais nas últimas duas décadas intensificou a desconexão. Atualmente, 98% dos jovens de 18 a 29 anos possuem um smartphone, que acaba servindo como uma distração e uma justificativa para evitar interações sociais.
O ex-cirurgião geral dos EUA, Vivek Murthy, observou que, em muitos ambientes, como refeitórios universitários, o padrão é não conversar com os outros, reforçando a solidão. Essa mudança de comportamento pode ter consequências graves, pois a quantidade de refeições compartilhadas está diretamente relacionada à satisfação com a vida e ao bem-estar geral.
Possíveis Soluções
Para reverter essa situação, De Neve sugere algumas abordagens. Em nível individual, recomenda-se a prática de deixar os celulares em caixas específicas durante as refeições, promovendo a interação. Em instituições, como universidades, a implementação de mesas sem celular poderia incentivar conversas entre os alunos. Além disso, é essencial que as empresas de tecnologia repensem suas abordagens, buscando realmente fortalecer as conexões pessoais.
A necessidade de reintegrar o “social” nas mídias sociais é urgente, e ações coletivas podem ajudar a combater a crescente solidão entre os jovens.
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