- O mercado de jogos de mesa na Espanha faturou 150 milhões de euros, mostrando crescimento na aceitação social e diversidade de títulos.
- Aproximadamente 4.000 novos jogos são lançados anualmente, com destaque para autores como Michael Kiesling e Lorena Fernández.
- Eventos como o Festival Internacional de Jogos de Córdoba atraem um público crescente, e espaços dedicados a jogos estão se tornando comuns.
- A pandemia de Covid-19 aumentou o interesse por jogos de mesa, promovendo interação familiar durante o isolamento social.
- O setor enfrenta desafios, como a complexidade das regras e a baixa presença feminina na autoria de jogos, além da busca por reconhecimento cultural e proteção da propriedade intelectual.
O mercado de jogos de mesa na Espanha atingiu um faturamento de 150 milhões de euros, refletindo um crescimento significativo na aceitação social e na diversidade de títulos. Este aumento é acompanhado por uma maior participação feminina na criação de jogos, que busca reconhecimento cultural e proteção de propriedade intelectual.
Nos últimos anos, o setor tem se diversificado, com cerca de 4.000 novos jogos lançados anualmente. Autores como Michael Kiesling, criador de *Azul*, destacam a evolução da qualidade e variedade dos jogos, que agora abrangem desde narrativas imersivas até dinâmicas simples. Lorena Fernández, cocriadora de *Nobel Run*, enfatiza que quase tudo pode ser transformado em jogo, desde que se encontre a dinâmica certa.
Crescimento e Diversidade
O aumento da popularidade dos jogos de mesa também se reflete em eventos e festivais, como o Festival Internacional de Jogos de Córdoba, que atraem um público crescente. Bares e espaços dedicados a jogos estão se tornando cada vez mais comuns, com recordes de presença em lançamentos de novos títulos. Pau Bernuz, coeditor da República Bananera, observa que a quantidade de obras internacionais disponíveis também aumentou.
A pandemia de Covid-19 impulsionou ainda mais o interesse por jogos de mesa, proporcionando momentos de interação familiar em um contexto de isolamento social. Santiago Santisteban, responsável pela Tranjis Games, destaca que a experiência coletiva dos jogos contrasta com o consumo individual de plataformas de streaming.
Desafios e Oportunidades
Apesar do crescimento, o setor enfrenta desafios, como a complexidade das regras, que pode afastar novos jogadores. Jesús Torres Castro, organizador de eventos, aponta que as editoras têm investido em vídeos explicativos para facilitar o aprendizado. Além disso, a presença feminina na autoria de jogos ainda é baixa, com iniciativas como o podcast *Play Like a Pank* buscando dar visibilidade a autoras.
A busca por reconhecimento cultural é uma demanda crescente. Desde 2017, a associação Hispa luta para que jogos de mesa sejam reconhecidos como patrimônio cultural, o que poderia trazer benefícios fiscais e de imagem. A proteção da propriedade intelectual também é uma preocupação, com muitos criadores alertando para o aumento de plágios no setor.
O mercado de jogos de mesa continua a se expandir, com uma diversidade de títulos que atendem a diferentes públicos, desde os mais casuais até os mais dedicados. A evolução do setor é um reflexo não apenas do aumento da oferta, mas também da mudança nas dinâmicas sociais e culturais que cercam o ato de jogar.
Entre na conversa da comunidade