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Evite essas 6 frases ao consolar alguém que está em luto

Psicólogos alertam sobre a complexidade do luto e a importância de apoio contínuo aos enlutados, além de sinais de necessidade de ajuda profissional.

O luto é diferente de pessoa para pessoa (Foto: Freepik)
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  • A morte e o luto são temas frequentemente evitados, resultando em falta de conhecimento sobre como lidar com a dor da perda.
  • Psicólogos destacam a importância de discutir o luto e oferecer apoio contínuo aos enlutados.
  • O luto não é um processo linear e varia de pessoa para pessoa, com emoções como tristeza, raiva e momentos de alegria coexistindo.
  • Algumas frases, mesmo que bem-intencionadas, podem ser prejudiciais; é melhor perguntar o que a pessoa precisa ou oferecer ajuda específica.
  • Sinais de necessidade de ajuda profissional podem surgir após seis meses de luto intenso, e é importante que amigos e familiares estejam atentos a esses sinais.

A morte e o luto são temas frequentemente evitados, resultando em um desconhecimento sobre como lidar com a dor da perda. Psicólogos alertam que é essencial discutir o luto e oferecer apoio contínuo aos enlutados. Em entrevista, Julián Cardona Roldán e Daniela Valencia, especialistas em aconselhamento de luto, destacam a importância de ouvir e validar as emoções de quem está em luto.

O luto não é um processo linear e varia de pessoa para pessoa. Cardona explica que as etapas tradicionais do luto — negação, raiva, barganha, depressão e aceitação — não devem ser vistas como regras fixas. Muitas vezes, uma pessoa pode experimentar várias dessas emoções em um único dia. Durante o luto, é comum que os enlutados sintam uma mistura de tristeza, raiva e até momentos de alegria.

O que evitar dizer

Valencia enfatiza que algumas frases, embora bem-intencionadas, podem ser prejudiciais. Expressões que minimizam a dor ou impõem um sentimento de responsabilidade devem ser evitadas. Em vez disso, é mais eficaz perguntar diretamente o que a pessoa precisa ou oferecer ajuda específica. Cardona ressalta que um bom acompanhante deve aceitar e validar os sentimentos do enlutado, permitindo que ele sinta sua dor sem pressões para seguir em frente.

O apoio deve ir além dos primeiros dias após a perda. Muitas vezes, o momento mais difícil ocorre quando a pessoa começa a enfrentar a vida sem o ente querido. É fundamental que o acompanhante esteja presente e disponível para oferecer suporte contínuo.

Sinais de necessidade de ajuda profissional

Embora nem todos os enlutados precisem de terapia, cerca de 25% dos encaminhamentos para psicologia são relacionados ao luto. A Organização Mundial da Saúde e a Associação Americana de Psicologia indicam que sinais de alerta podem surgir após seis meses ou mais de luto intenso. É crucial que os amigos e familiares estejam atentos a esses sinais e incentivem a busca por ajuda profissional quando necessário.

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