- A peça “É…”, de Millôr Fernandes, estreou em 15 de março de 1979 e já teve mais de 1.100 apresentações.
- O elenco inclui Fernanda Montenegro e Fernando Torres, com direção de Paulo José.
- Em 2025, foi reeditada uma entrevista de Fernanda, originalmente publicada em 1980, onde ela fala sobre a interação com a plateia e a relevância do texto.
- A personagem Ludmila, interpretada por Betina Viany, enfrenta dilemas sobre individualidade e felicidade, refletindo questões feministas.
- A reedição da entrevista celebra os 100 anos do jornal O GLOBO e destaca a importância da peça na história do teatro brasileiro.
A peça “É…”, de Millôr Fernandes, continua a fazer história no teatro brasileiro. Com mais de 1.100 apresentações desde sua estreia em 15 de março de 1979, a obra se tornou um marco cultural, destacando-se pela presença de ícones como Fernanda Montenegro e Fernando Torres. A peça, que foi dirigida por Paulo José, teve sua primeira exibição no Teatro Maison de France e, após uma bem-sucedida temporada em São Paulo, retorna ao Teatro João Caetano.
Em uma entrevista reeditada em 2025, originalmente publicada em 1980, Fernanda Montenegro reflete sobre o impacto da plateia no espetáculo. “É a plateia quem faz o espetáculo”, afirma a atriz, ressaltando a importância da interação entre atores e espectadores. Ela destaca que, mesmo após tantos anos, a peça mantém um texto “fresco” e relevante, atraindo um público diversificado.
A Sociedade Brasileira de Autores Teatrais reconhece “É…” como a peça com maior permanência em cartaz na história do teatro nacional. Fernanda também aborda a complexidade das personagens, especialmente em relação ao feminismo. A personagem Ludmila, interpretada por Betina Viany, é apresentada como uma jovem liberal que, ao engravidar, enfrenta dilemas sobre sua individualidade e felicidade.
“A peça não conclui a personagem, mas mostra um estágio de autoconhecimento”, explica Fernanda, enfatizando que as polêmicas em torno da obra contribuem para sua longevidade. O diálogo com a plateia, que se identifica com as questões abordadas, é um dos fatores que mantém a relevância de “É…”.
A reedição da entrevista faz parte das comemorações pelos 100 anos do jornal O GLOBO, destacando a importância da peça e de seus intérpretes na história do teatro brasileiro.
Entre na conversa da comunidade