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Pais costumam mentir para os filhos sobre o que é possível alcançar na vida

Psicólogo alerta para mentiras comuns que pais contam às crianças, sugerindo abordagens mais saudáveis para o desenvolvimento emocional.

Nadezhda1906 | Getty Images
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  • Um psicólogo alerta que algumas mentiras comuns contadas por pais podem prejudicar o desenvolvimento emocional das crianças.
  • Dr. Juli Fraga identifica seis dessas mentiras, como a crença de que “tudo é possível”, que pode gerar frustração.
  • A ideia de que “ser egoísta é ruim” é questionada, pois o autocuidado é importante para o bem-estar infantil.
  • A insistência em manter uma atitude positiva pode invalidar os sentimentos das crianças, que devem saber que é normal não estar bem.
  • O psicólogo sugere que, embora a honestidade seja essencial, algumas mentiras inofensivas podem ser aceitáveis em certas situações.

Os pais costumam contar pequenas mentiras para proteger os sentimentos das crianças, como as histórias do Papai Noel e da fada dos dentes. No entanto, um psicólogo alerta que algumas dessas mentiras podem prejudicar o desenvolvimento infantil.

Dr. Juli Fraga, com mais de 20 anos de experiência, destaca seis mentiras comuns que podem impactar negativamente a saúde emocional das crianças. Uma delas é a ideia de que “tudo é possível”. Essa crença pode levar as crianças a se sentirem culpadas ou frustradas quando não alcançam seus objetivos. Em vez disso, é importante redefinir o que significa sucesso, enfatizando a coragem de tentar.

Outra afirmação problemática é a de que “ser egoísta é ruim”. Dr. Fraga explica que o egoísmo saudável, que envolve priorizar o autocuidado, é essencial para o bem-estar das crianças. Além disso, a insistência em manter uma atitude positiva pode invalidar os sentimentos das crianças, fazendo com que elas sintam que não podem expressar tristeza ou medo. É fundamental ensinar que não há problema em não estar bem e que é normal pedir ajuda.

A pressão para ser independente também pode ser prejudicial. Fraga sugere que os pais incentivem a autonomia, mas também permitam que as crianças busquem apoio quando necessário. Isso ajuda a construir relacionamentos saudáveis e habilidades de resolução de problemas.

Por fim, o psicólogo ressalta que, embora a honestidade seja importante, algumas mentiras inofensivas podem ser aceitáveis. Ensinar as crianças a discernir quando é apropriado contar uma “mentirinha” pode promover um ambiente de confiança e sinceridade.

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