- Homens estão começando a fingir orgasmos, uma prática que ainda é considerada tabu.
- A sexóloga Gislene Teixeira aponta que a pressão por desempenho sexual é uma das principais razões para isso.
- Fatores psicológicos, como estresse e depressão, e físicos, como alterações hormonais, também podem dificultar o orgasmo.
- Fingir orgasmo pode prejudicar a confiança e a intimidade nos relacionamentos.
- A especialista recomenda comunicação aberta entre os parceiros para lidar com inseguranças e desejos.
Homens também fingem orgasmo, revela especialista
A prática de homens fingirem orgasmo, embora ainda tabu, está se tornando mais comum nas relações. Segundo a sexóloga Gislene Teixeira, essa situação reflete pressões emocionais e sociais que impactam a saúde sexual e a confiança nos relacionamentos.
Pressão por desempenho
Gislene explica que a pressão para ter um desempenho sexual ideal é um dos principais fatores que levam os homens a simular orgasmos. “A ideia de que o homem deve estar sempre pronto para o sexo não corresponde à realidade”, afirma. Essa expectativa pode gerar ansiedade, que é a “inimiga número um da excitação”.
Além disso, fatores psicológicos, como estresse e depressão, e físicos, como alterações hormonais e uso de medicamentos, podem dificultar a chegada ao orgasmo. “O silêncio sobre essas dificuldades alimenta o fingimento”, alerta a especialista.
Dinâmica das relações
A sexóloga compara o fingimento masculino ao famoso “dor de cabeça” que mulheres costumam alegar. Homens podem simular orgasmos com gemidos e expressões corporais, especialmente ao usar preservativos, que dificultam a percepção da ejaculação. Gislene observa que alguns homens chegam a fingir múltiplos orgasmos para impressionar seus parceiros.
Consequências emocionais
Fingir orgasmo pode ter um impacto devastador na vida sexual e emocional. “A sensação de fingir prazer que não se teve pode ser devastadora”, diz Gislene. A descoberta desse ato pelo parceiro pode abalar a confiança e a intimidade no relacionamento.
Para lidar com essa situação, a especialista recomenda uma comunicação aberta e sem julgamentos. Criar um ambiente seguro é fundamental para que os parceiros possam expressar suas inseguranças e desejos sem medo de represálias. “Ninguém é perfeito, estamos todos em uma jornada de construção de nossos afetos e prazeres”, conclui Gislene.
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