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Rodoreda ganha vida em Venecia com a dança inovadora de Marcos Morau

Marcos Morau estreia espetáculo impactante na Bienal de Dança de Veneza, unindo dança, música ao vivo e a obra de Rodoreda.

Uma imagem de 'A morte e a primavera', da companhia La Veronal, estreada na Bienal de Dança de Veneza. (Foto: Sílvia Poch)
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  • O diretor da companhia de dança La Veronal, Marcos Morau, apresentou o espetáculo “La mort i la primavera” na Bienal de Dança de Veneza.
  • A estreia ocorreu no último fim de semana e foi inspirada na obra da escritora Mercè Rodoreda.
  • O espetáculo explora temas como desejo, morte e repressão, e será exibido no Teatre Nacional de Catalunya em setembro.
  • A música ao vivo, composta por Maria Arnal, combina canto coral e tradições musicais catalãs com sonoridades eletrônicas.
  • O cenário minimalista e o vestuário em preto e vermelho foram projetados por Max Glaenzel e Silvia Delagneau, respectivamente.

Marcos Morau, diretor da companhia de dança La Veronal, apresentou seu mais novo espetáculo, La mort i la primavera, na Bienal de Dança de Veneza. A estreia ocorreu no último fim de semana e foi inspirada na obra de Mercè Rodoreda, uma das autoras mais importantes da literatura catalã. O evento atraiu grande público e recebeu aplausos entusiasmados.

O espetáculo, que também será exibido no Teatre Nacional de Catalunya em setembro, explora temas como desejo, morte e repressão, refletindo uma atmosfera sombria e intensa. Morau descreve sua obra como uma interpretação pessoal da narrativa de Rodoreda, sem a intenção de fazer uma adaptação fiel. Ele destaca que a primavera, frequentemente associada à vida e cor, também carrega uma inevitável condenação.

A música desempenha um papel fundamental na apresentação, com composições originais de Maria Arnal, que se apresentou ao vivo. O espetáculo combina elementos de canto coral e tradições musicais catalãs com sonoridades eletrônicas, criando uma experiência imersiva. O design de som de Uriel Ireland e a iluminação de Bernat Jansà contribuíram para a atmosfera única, com efeitos que fazem os artistas parecerem levitar.

O cenário, minimalista e simbólico, foi projetado por Max Glaenzel, enquanto o vestuário de Silvia Delagneau mantém uma paleta predominantemente em preto, com toques de vermelho. O elenco, composto por oito bailarinos, trouxe à vida as visões de Morau, destacando-se a performance de Lorena Nogal e a expressividade de Shay Partush.

La mort i la primavera é um espetáculo em catalão, e a voz de Rodoreda ecoa através de monólogos impactantes, como o de Marina Rodríguez, que provoca reflexões profundas. Morau, conhecido por sua dedicação e exigência, continua a surpreender o público com sua abordagem inovadora e artística, solidificando a posição da La Veronal no cenário internacional da dança.

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