- O youtuber Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, publicou um vídeo em 6 de agosto de 2025, que já conta com mais de 26 milhões de visualizações.
- O vídeo aborda a adultização e sexualização de crianças e adolescentes nas redes sociais, citando casos de influenciadores como Hytalo Santos e Caroliny Dreher.
- Hytalo Santos é investigado pelo Ministério Público da Paraíba desde 2024 por suspeita de exploração de menores e teve sua conta no Instagram desativada após a repercussão do vídeo.
- Caroliny Dreher é mencionada por ter sido exposta desde os 11 anos, com conteúdos íntimos comercializados com a participação da mãe.
- Felca alerta para o “algoritmo P”, que recomenda conteúdos sexualizados de crianças, criando um ciclo prejudicial. A legislação brasileira, incluindo o Estatuto da Criança e do Adolescente, já prevê proteção contra esses abusos, mas a aplicação prática ainda enfrenta dificuldades.
O youtuber Felca (Felipe Bressanim Pereira) publicou, em 6 de agosto de 2025, um vídeo de quase 50 minutos que já ultrapassa 26 milhões de visualizações e que reacendeu um debate urgente: a adultização e sexualização de crianças e adolescentes nas redes sociais.
No conteúdo, Felca denuncia casos concretos como os dos influenciadores Hytalo Santos e Caroliny Dreher e aponta como algoritmos de plataformas digitais podem favorecer a disseminação desse tipo de material, colocando menores em risco e alimentando redes de exploração.
Casos que ganharam destaque
Entre os exemplos citados, está o de Hytalo Santos, investigado desde 2024 pelo Ministério Público da Paraíba por suspeita de exploração de menores. Após a repercussão do vídeo, sua conta no Instagram foi desativada.
Outro caso é o de Caroliny Dreher, que, segundo as denúncias, teria sido exposta desde os 11 anos e teve conteúdos íntimos comercializados com a participação da própria mãe.
Felca também chama atenção para o que batizou de “algoritmo P”, um sistema que, ao identificar interesse em conteúdos com crianças “adultizadas”, passa a recomendar mais desse tipo de material, criando um ciclo nocivo e perigoso.
O que diz a lei
O tema, apesar de recente no debate público, já encontra respaldo em diferentes dispositivos legais no Brasil.
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – Lei nº 8.069/1990
Garante direitos à dignidade, privacidade e integridade física e moral de menores, proibindo qualquer forma de exploração. A exposição sexualizada de crianças pode configurar crime e ensejar medidas de proteção, conforme previsto nos artigos 17 e 98.
Código Penal Brasileiro
Tipifica como crimes condutas que envolvem exploração e pornografia infantil, incluindo produção, divulgação e posse de material sexual envolvendo menores (artigos 218-A e 241 do ECA, que têm correspondência com dispositivos do Código Penal).
Marco Civil da Internet – Lei nº 12.965/2014
Define a responsabilidade das plataformas de remover conteúdos ilegais ou prejudiciais quando identificados ou notificados, além de proteger a privacidade e os dados de menores.
Proteção e responsabilidade
Especialistas reforçam que, embora a legislação seja clara, a aplicação prática ainda enfrenta desafios. As plataformas, segundo Felca e outros defensores do tema, precisam adotar moderação mais rigorosa e agir com maior rapidez na retirada de conteúdos nocivos.
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