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Empresas investem bilhões em inteligência artificial e aguardam retorno financeiro

Adoção de IA generativa cresce, mas 42% dos projetos falham devido a desafios técnicos e resistência interna nas empresas

Os gastos corporativos com inteligência artificial estão disparando, à medida que os executivos apostam em grandes ganhos de eficiência. Até agora, eles relatam pouco impacto nos resultados financeiros (Foto: Antonio Sortino/The New York Times)
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  • A inteligência artificial (IA) generativa enfrenta um paradoxo de produtividade, semelhante ao que ocorreu com computadores pessoais.
  • Segundo a McKinsey & Co., oitenta por cento das empresas utilizam essa tecnologia, mas muitas não veem impacto financeiro significativo.
  • Quarenta e dois por cento dos projetos de IA foram abandonados, um aumento em relação a dezessete por cento no ano anterior, devido a obstáculos técnicos e resistência interna.
  • Empresas como JPMorgan Chase e USAA estão implementando assistentes de IA, mas ainda não conseguem medir claramente o retorno financeiro.
  • A IDC projeta um aumento de noventa e quatro por cento nos investimentos em IA generativa em 2024, totalizando sessenta e um vírgula nove bilhões de dólares, embora a transformação nas indústrias possa levar anos.

Quase quatro décadas após o surgimento do “paradoxo da produtividade” com os computadores pessoais, a inteligência artificial (IA) generativa enfrenta um desafio semelhante. De acordo com a McKinsey & Co., 80% das empresas utilizam essa tecnologia, mas muitas não observam um impacto financeiro significativo. Apesar do aumento na adoção, 42% dos projetos de IA foram abandonados, um salto em relação a 17% no ano anterior, devido a obstáculos técnicos e resistência interna.

A corrida por inovações em IA, impulsionada por gigantes da tecnologia, gerou expectativas de transformação em diversas áreas, como atendimento ao cliente e contabilidade. No entanto, a realidade é que muitos projetos falham, frequentemente por fatores humanos, como a falta de habilidades e resistência à mudança. A Gartner prevê que a IA está entrando em um “vale da desilusão”, onde a expectativa inicial pode não se concretizar rapidamente.

Empresas como JPMorgan Chase e USAA estão experimentando a implementação de assistentes de IA. O JPMorgan, por exemplo, adaptou um chatbot para ajudar seus 200 mil funcionários, resultando em uma economia de até quatro horas por semana em tarefas administrativas. A USAA, por sua vez, introduziu um assistente de IA para auxiliar seus atendentes, embora ainda não tenha um cálculo claro de retorno financeiro.

Enquanto isso, a IDC projeta que os investimentos em IA generativa devem aumentar 94% em 2024, alcançando US$ 61,9 bilhões. Apesar disso, a transformação real nas indústrias pode levar anos, à medida que as empresas aprendem a integrar a tecnologia de forma eficaz. O caminho para a adoção plena da IA é complexo e exige tempo, aprendizado e adaptação.

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