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Startups afirmam que IA não pode substituir criatividade e empatia humanas

Especialistas alertam que a inteligência artificial não substitui habilidades humanas essenciais no empreendedorismo, como criatividade e empatia

Participantes da RIW discutem o impacto da IA no empreendedorismo (Foto: Fábio Grellet/Estadão)
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  • Durante a Rio Innovation Week, realizada em quinze de setembro, especialistas discutiram o papel da inteligência artificial (IA) no empreendedorismo.
  • Cristiane Sanches, head de inovação e tecnologia do YDUQS, afirmou que a IA não pode substituir a criatividade, pois opera apenas com dados existentes.
  • Letícia de Freitas e Castro, jornalista do Identidades de Sucesso, destacou a importância do senso crítico, que não pode ser exigido de máquinas.
  • Claudia Sampaio, diretora Digital Channels do Banco Santander, apontou a diferenciação como um dos principais desafios para empreendedores.
  • Lindália Junqueira, CEO da Ions, ressaltou a dificuldade em conquistar a confiança do cliente em um cenário tecnológico em evolução.

Durante a Rio Innovation Week, realizada no dia 15 de setembro, especialistas discutiram o papel da inteligência artificial (IA) no empreendedorismo. Em uma mesa redonda, eles enfatizaram que, apesar da crescente importância da IA nos negócios, ela não pode substituir habilidades humanas essenciais como criatividade, empatia e senso crítico.

Cristiane Sanches, head de inovação e tecnologia do YDUQS, destacou que a IA opera com um banco de dados de informações já existentes, o que limita sua capacidade de inovação. A criatividade não pode ser delegada à IA, pois ela não gera ideias originais, apenas combinações do que já foi registrado. A empatia, segundo Sanches, é outra qualidade que as máquinas não conseguem replicar.

Letícia de Freitas e Castro, jornalista do Identidades de Sucesso, reforçou que a escassez atual está nas habilidades humanas. O senso crítico é uma característica que não pode ser exigida de uma máquina, pois a IA é programada para reagir de acordo com suas instruções, sem a capacidade de análise contextual que um ser humano possui. Ela também mencionou que países como Finlândia e Nova Zelândia estão restringindo o uso de tecnologia por crianças para promover o desenvolvimento dessas habilidades.

Desafios do Empreendedorismo

Claudia Sampaio, diretora Digital Channels do Banco Santander, apontou que a diferenciação é um dos principais desafios enfrentados pelos empreendedores hoje. Com a tecnologia tornando produtos e serviços mais homogêneos, destacar-se no mercado se torna cada vez mais difícil.

Lindália Junqueira, CEO da Ions e do festival Hacking.Rio, acrescentou que conquistar a confiança do cliente é um desafio persistente, que se intensifica com o avanço tecnológico. A discussão ressaltou a necessidade de um equilíbrio entre a adoção de tecnologias e o desenvolvimento de habilidades humanas, essenciais para o sucesso no mundo dos negócios.

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