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Claudia Costin, da FGV, defende busca ativa de jovens que abandonam a escola

PNAD-Educação aponta analfabetismo abaixo de 5%, mas ainda há 8,1 milhões de jovens nem-nem e 7,9 milhões sem ensino médio

Especialista em educação da FGV, Cláudia Costin comenta os resultados da PNAD-Educação: "Precisamos fazer uma busca ativa dos jovens que deixaram a escola"
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  • Analfabetismo no Brasil caiu abaixo de cinco por cento pela primeira vez, com desigualdades ainda presentes (mais acentuadas entre negros e nas regiões norte e nordeste).
  • A PNAD da Educação aponta que 8,1 milhões de pessoas between 15 e 29 anos não trabalham, não estudam e não participam de cursos de qualificação (17,5% da faixa).
  • A evasão escolar tem queda expressiva, mas continua alta: 7,9 milhões de jovens entre 14 e 29 anos não completaram o ensino médio ou nunca frequentaram a escola.
  • A pesquisadora Cláudia Costin destaca a necessidade de busca ativa de jovens que abandonaram a escola e aponta ganhos do ensino integral e de políticas como o Pé de Meia para reduzir o abandono.
  • Também são apontadas barreiras para a educação infantil e o desenvolvimento na primeira infância, com sugestões como ampliar creches, facilitar o acesso e manter políticas de licença materna/paternidade, além de valorizar a pré-escola entre quatro e cinco anos.

Pela primeira vez, a PNAD-Educação do IBGE aponta que o analfabetismo no Brasil ficou abaixo de 5%. A divulgação ocorreu nesta sexta-feira, 19. O indicador revela avanços, principalmente entre quem tem até 39 anos.

Apesar das quedas, a PNAD aponta ainda 8,1 milhões de jovens de 15 a 29 anos não trabalham, não estudam e não participam de qualificação, o que representa 17,5% desse grupo. A soma de jovens nessa situação é maior entre meninas.

A evasão escolar também caiu, mas segue elevada: 7,9 milhões de jovens entre 14 e 29 anos não concluíram o ensino médio ou nunca frequentaram a escola.

Busca ativa de jovens que abandonam a escola

Cláudia Costin, presidente do Instituto Salto, ressalta a necessidade de ações para localizar jovens que abandonaram os estudos e buscar meios de incentivá-los a retornar.

A especialista participa de entrevistas sobre os resultados da PNAD-Educação e aponta políticas para evitar defasagens, ampliar a permanência escolar e melhorar o desempenho.

Ela avalia que a redução da evasão pode estar associada a programas de incentivo, como medidas que estimulam a conclusão do ensino médio e a preparação para o Enem, além do aumento de tempo integral.

Impacto de programas e horários na evasão

Segundo Costin, o fim do ensino noturno para jovens pode contribuir para a melhoria da aprendizagem, devido a maior disponibilidade de tempo para atividades educacionais.

Ela comenta ainda que a ampliação de escolas em tempo integral favorece orientação de estudos, redução de reprovação e recuperação de defasagens.

A especialista aponta que a fiscalização de jovens em idade escolar é essencial para reduzir a evasão, associando a permanência na escola a oportunidades futuras de trabalho.

Desafios para creches e educação infantil

Sobre a participação de crianças de 0 a 3 anos na educação, a pesquisadora destaca gargalos como a disponibilidade de vagas, transporte escolar e infraestrutura das creches.

Ela defende ampliar o número de creches e melhorar condições de espaço ao ar livre, alimentação e cuidado, com foco na sustentação da faixa etária até os seis anos.

Costin aponta também que, entre os 4 e 5 anos, a pré-escola é crucial para o desenvolvimento de competências socioemocionais, letramento e matemática, reiterando a importância de continuidade após a pandemia.

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