- A culinária paraense é um dos destaques da programação gastronômica da COP30, incluindo pratos como açaí, maniçoba e tucupi.
- Esses ingredientes enfrentaram restrições iniciais devido a preocupações com contaminação.
- O chef Saulo Jennings expressou preocupação, mas a oferta foi liberada após intervenção do ministro do Turismo, Celso Sabino.
- A Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) havia vetado os ingredientes por riscos de contaminação e toxicidade.
- A mobilização da sociedade civil foi fundamental para garantir a preservação da cultura alimentar paraense durante o evento.
Um dos destaques da programação gastronômica da COP30 é a culinária paraense, que inclui pratos tradicionais como açaí, maniçoba e tucupi. Inicialmente, esses ingredientes enfrentaram restrições, gerando preocupação entre os organizadores do evento.
O chef Saulo Jennings, responsável pela programação, expressou sua apreensão sobre a proibição do uso desses alimentos. Após a intervenção do ministro do Turismo, Celso Sabino, a oferta foi liberada. Jennings enfatizou a importância de manter a vigilância para garantir que os pratos típicos estejam disponíveis durante a conferência. Em um vídeo, ele e a ex-BBB Alane Dias, natural de Belém, celebraram a culinária local, afirmando que “nossa culinária é muito única”.
A proibição inicial foi baseada em um edital da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), que mencionava riscos de contaminação por Trypanosoma cruzi, o causador da doença de Chagas, no açaí não pasteurizado. Além disso, a maniçoba e o tucupi, que contêm ácido cianídrico, também foram vetados. Para evitar riscos, a maniçoba deve ser cozida por cerca de sete dias, enquanto o tucupi requer fermentação e cozimento.
O Ministério do Turismo destacou que Belém é reconhecida como cidade criativa da Gastronomia pela Unesco e foi premiada pela Lonely Planet como uma das dez melhores gastronomias do mundo. A OEI, responsável pelas contratações para a conferência, incluiu outros alimentos na lista de riscos, como maionese e carnes malpassadas. A rápida mobilização da sociedade civil foi crucial para reverter a situação e garantir a preservação da cultura alimentar paraense.
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