- Um relatório da FlexJobs revela que um em cada três trabalhadores admite ter mentido em seus currículos.
- A pesquisa indica que a pressão econômica leva muitos candidatos a falsificações para se destacarem nas vagas disponíveis.
- A especialista em recursos humanos Hebba Youssef observa um aumento na orientação para que candidatos “apenas mintam” em entrevistas.
- Youssef destaca que a falta de detalhes nas experiências pode ser um sinal de alerta para recrutadores.
- Para candidatos a vagas de nível inicial, ela recomenda demonstrar interesse genuíno pela empresa e relacionar experiências passadas com a função desejada.
Um novo relatório da FlexJobs revela que 1 em cada 3 trabalhadores admite ter mentido em seus currículos. A pesquisa destaca que, em um mercado de trabalho desafiador, muitos candidatos recorrem a falsificações para se apresentarem como melhores opções para as vagas disponíveis.
A especialista em recursos humanos Hebba Youssef observa um aumento na orientação, especialmente nas redes sociais, para que os candidatos “apenas mintam” em entrevistas. Segundo Youssef, a pressão econômica é um fator que leva os profissionais a essa prática. “O mundo está muito caro para ficarmos sem emprego”, afirma.
Youssef, que já analisou diversos currículos, destaca que é possível identificar quando um candidato não é honesto. Se um candidato não consegue detalhar suas experiências, isso pode ser um sinal de alerta. Para posições de nível médio a sênior, é essencial que o candidato consiga explicar como sua liderança impactou a empresa. “É preciso descrever o impacto do seu trabalho”, ressalta.
Para candidatos a vagas de nível inicial, a especialista sugere que eles demonstrem interesse genuíno pela empresa. “Se não fizerem perguntas, fico desapontada”, diz Youssef. Ela enfatiza a importância de conectar experiências passadas com o interesse pela função, mesmo que essas experiências não sejam diretamente relacionadas.
A especialista recomenda que os candidatos façam pesquisas sobre a empresa e relacionem suas habilidades adquiridas em empregos anteriores ou atividades voluntárias. “Falar sobre o que você aprendeu em experiências passadas pode fazer a diferença”, conclui Youssef.