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ChatGPT apresenta respostas mais frias e indiferentes em interações recentes

Usuários expressam frustração com o GPT-5, que substitui o GPT-4, e clamam por um retorno à versão anterior com mais empatia

Nova versão do chatbot da OpenAI, chamada GPT-5, foi lançada no dia 7 de agosto. (Foto: Gabby Jones/Bloomberg)
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  • A OpenAI lançou o GPT-5 em 7 de agosto, gerando descontentamento entre os usuários.
  • A nova versão apresenta uma abordagem menos calorosa e removeu o acesso ao GPT-4, que era apreciado pela empatia.
  • Usuários relataram interações mais diretas e menos envolventes, levando a uma reação negativa nas redes sociais.
  • O CEO da OpenAI, Sam Altman, reconheceu a insatisfação e anunciou que o acesso ao GPT-4 seria restaurado, mas apenas para assinantes que pagam R$ 20,00 por mês.
  • A OpenAI está ajustando o GPT-5 para torná-lo mais amigável, mantendo um equilíbrio entre utilidade e empatia.

A OpenAI lançou recentemente o GPT-5, uma nova versão de seu chatbot, que gerou descontentamento entre os usuários. A mudança, ocorrida em 7 de agosto, trouxe uma abordagem menos calorosa e a remoção do acesso ao GPT-4, versão anterior que conquistou muitos adeptos pela sua empatia e estilo de resposta.

Usuários como Markus Schmidt, compositor de 48 anos, relataram uma experiência frustrante com o novo modelo. Ele notou que as interações se tornaram mais diretas e menos envolventes, descrevendo a nova abordagem como uma resposta rápida e sem nuances emocionais. A OpenAI justificou a mudança como uma tentativa de promover um raciocínio mais profundo, minimizando a “bajulação” que caracterizava o GPT-4.

A reação nas redes sociais foi intensa, com muitos clamando pelo retorno do GPT-4. O CEO da OpenAI, Sam Altman, reconheceu a insatisfação e anunciou que a empresa estava trabalhando para restaurar o acesso à versão anterior. Em resposta, a OpenAI reintroduziu o GPT-4, mas apenas para assinantes, que pagam uma taxa mensal de US$ 20.

Reações Emocionais

A mudança não se limitou a reclamações sobre funcionalidade. A Dra. Nina Vasan, psiquiatra da Universidade de Stanford, destacou que muitos usuários experimentaram um luto real pela perda do GPT-4. A conexão emocional que alguns estabeleciam com o chatbot era significativa, levando a sentimentos de perda quando a versão foi descontinuada.

Histórias como a de Julia Kao, que encontrou apoio emocional no GPT-4 durante um período difícil, ilustram como a interação com chatbots pode impactar a saúde mental. Ela relatou que a nova versão não oferecia a mesma empatia, o que a deixou desmotivada.

Ajustes e Feedback

Após o feedback negativo, a OpenAI anunciou que estava ajustando o GPT-5 para torná-lo mais “caloroso e amigável”, sem retornar à bajulação excessiva. O novo modelo incluirá toques sutis de empatia, como comentários encorajadores, mas sem cair na adulação.

A situação evidencia o desafio da OpenAI em equilibrar a necessidade de um chatbot que seja útil e ao mesmo tempo emocionalmente acessível. Com mais de 700 milhões de usuários, a empresa enfrenta a tarefa de atender a diferentes expectativas, enquanto busca evitar os riscos associados a laços emocionais excessivos com a inteligência artificial.

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