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Empresa investe R$ 5 bilhões para impulsionar o Corinthians em novo projeto

André Castro enfrenta ceticismo sobre proposta de investimento de até US$ 1 bilhão da GSP, empresa sem registro bancário, no Corinthians

Foto: Reprodução
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  • O Corinthians realiza eleições para escolher um novo presidente após o impeachment de Augusto Melo.
  • Os candidatos são André Castro, Osmar Stabile e Antônio Roque Citadini.
  • André Castro promete um investimento de até US$ 1 bilhão pela GSP, uma empresa não registrada como banco.
  • A GSP, classificada como sociedade de fomento mercantil, não é regulada pelo Banco Central e possui apenas R$ 1,7 milhão em caixa.
  • Especialistas questionam a viabilidade da proposta de Castro, citando promessas não cumpridas em outros clubes.

O processo eleitoral do Corinthians, que busca um novo presidente após o impeachment de Augusto Melo, está agitado. André Castro, Osmar Stabile e Antônio Roque Citadini são os candidatos, mas a proposta de Castro de um investimento de até US$ 1 bilhão pela GSP, uma empresa não registrada como banco, levanta dúvidas.

Castro, que disputa a presidência nesta segunda-feira, afirmou que a GSP Banco de Fomento Mercantil Ltda se compromete a investir mais de R$ 5 bilhões no clube. No entanto, seus adversários questionam a veracidade dessa promessa. A GSP, fundada em 2010 e com sede em Goiânia, é classificada como uma sociedade de fomento mercantil, ou factoring, e não como uma instituição financeira. Isso significa que a empresa não é regulada pelo Banco Central.

Em coletiva, André Castro apresentou uma carta do CEO da GSP, Carlos César Arruda, confirmando o aporte financeiro. Contudo, a GSP se descreveu como gestora de ativos, afirmando seguir normas do Banco Central, mas sua atuação principal é na compra de créditos de outras empresas. Especialistas alertam que a GSP não possui a mesma credibilidade de um banco e que a promessa de investimento pode não ser viável.

A GSP declarou ter quase R$ 950 bilhões em patrimônio, mas apenas R$ 1,7 milhão está disponível em caixa. O restante refere-se a duplicatas e direitos sobre uma mina de ouro, o que gerou questionamentos sobre a origem desses valores. A situação atual gera incertezas sobre a capacidade da GSP de cumprir com o compromisso financeiro, relembrando outros casos de promessas não cumpridas em clubes brasileiros.

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