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Estudantes da Amazônia promovem energia solar para ribeirinhos em competição internacional

Estudantes da UFPA buscam apoio financeiro para representar o Brasil na Enactus World Cup e expandir energia solar em comunidades ribeirinhas

Postes fotovoltaicos vêm transformando a vida de comunidades sem acesso à energia elétrica regular (Foto: Enactus UFPA/Reprodução)
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  • Estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA) desenvolveram postes solares de baixo custo para comunidades ribeirinhas da Amazônia.
  • O projeto, chamado Biolume, conquistou uma vaga na Enactus World Cup, que ocorrerá na Tailândia entre 25 e 28 de setembro.
  • Desde seu lançamento em 2024, o Biolume já atende 16 comunidades no Brasil e se expandiu para países africanos, como Essuatíni e África do Sul.
  • A equipe busca arrecadar fundos por meio de uma vaquinha online para custear a viagem à competição.
  • O projeto promove o reaproveitamento de resíduos, com planos de produzir biodiesel a partir de óleo de cozinha usado.

Uma equipe de estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA) desenvolveu um projeto inovador que leva energia solar a comunidades ribeirinhas da Amazônia. A iniciativa, chamada Biolume, conquistou uma vaga na Enactus World Cup, que ocorrerá na Tailândia entre os dias 25 e 28 de setembro. O projeto visa resolver o paradoxo da Amazônia, uma das regiões que mais gera energia no Brasil, mas que ainda enfrenta a falta de eletricidade em diversas comunidades.

Os estudantes criaram postes solares de baixo custo, feitos de PVC e de fácil instalação, que substituem alternativas menos sustentáveis, como lamparinas e geradores a diesel. Desde seu lançamento em 2024, o Biolume já atende 16 comunidades no Brasil e se expandiu para países africanos, como Essuatíni e África do Sul. Além disso, a equipe promove o reaproveitamento de resíduos, com planos de produzir biodiesel a partir de óleo de cozinha usado.

Impacto nas Comunidades

A ribeirinha Neudice Almeida, uma das beneficiadas pelo projeto, relata que antes dependiam de geradores e enfrentavam dificuldades à noite. “Creio que agora a nossa comunidade vai ser beneficiada”, afirma. A estudante Evelyn Mesquita, presidente da equipe, destaca que estão mobilizando parceiros e recursos para levar mais membros à competição e apresentar os projetos desenvolvidos na Amazônia.

Atualmente, a Enactus UFPA está realizando uma vaquinha online para arrecadar fundos para a viagem à Tailândia. O time, criado em 2014, faz parte de uma iniciativa global que envolve estudantes universitários em projetos de empreendedorismo social, alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. A presença da Enactus em 37 países demonstra o potencial transformador de ações como a do Biolume.

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