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Umberto Eco ajuda argentina a escapar da ditadura em Valencia

Lucrecia Escudero revela em livro como Umberto Eco a ajudou a escapar da ditadura argentina, destacando seu legado humanitário e intelectual

Lucrecia Escudero mostra uma foto em que aparece com Umberto Eco, pouco depois de conhecê-lo. (Foto: Mònica Torres)
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  • Umberto Eco, semiólogo e autor de “O Nome da Rosa”, faleceu em 2016.
  • Em seu testamento, ele pediu que não houvesse homenagens por dez anos após sua morte.
  • Em 2026, Lucrecia Escudero, discípula de Eco, lançará um livro sobre sua relação com ele.
  • O livro, intitulado “Umberto Eco (desclassificado). Semiótica da salvação”, revela como Eco ajudou Escudero a escapar da ditadura argentina.
  • A obra será publicada pela editora Jot Down e inclui relatos de outras discípulas, destacando a influência de Eco na formação de intelectuais e na defesa dos direitos humanos.

Umberto Eco, renomado semiólogo e autor de “O Nome da Rosa”, faleceu em 2016. Em seu testamento, ele expressou o desejo de que não houvesse homenagens por dez anos após sua morte. Agora, em 2026, coincidentemente o décimo aniversário de seu falecimento, Lucrecia Escudero, uma de suas discípulas, lançará um livro que revela sua relação com o intelectual italiano.

O livro, intitulado “Umberto Eco (desclassificado). Semiótica da salvação”, será publicado pela editora Jot Down e traz à tona como Eco ajudou Escudero a escapar da ditadura argentina. A obra, escrita pela jornalista Mayte Aparisi Cabrera, promete explorar o lado mais humano de Eco, além de sua influência acadêmica.

Escudero, que hoje tem 75 anos, recorda como, em 1976, escreveu uma carta a Eco pedindo para estudar com ele. Na época, ela era uma estudante ativa na Universidade de Rosario, no contexto da repressão militar na Argentina. “Umberto me salvou a vida e não apenas no plano intelectual”, afirma Escudero, que recebeu uma resposta positiva de Eco, permitindo que ela se mudasse para a Itália.

O livro também aborda a relação de Eco com a política e sua crítica a movimentos de esquerda que, segundo ele, se tornaram violentos. Escudero relembra que Eco percebeu seu perigo ao ler sua carta e, anos depois, reconheceu que sua decisão de ajudá-la foi um ato de solidariedade.

Além disso, a obra inclui entrevistas e relatos de outras discípulas de Eco, ressaltando sua importância na formação de intelectuais e na defesa dos direitos humanos. O lançamento do livro está previsto para o primeiro trimestre de 2026, marcando um momento significativo para relembrar o legado de Umberto Eco.

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