- A indústria farmacêutica brasileira teve um crescimento de 5% nas vendas de medicamentos no primeiro semestre de 2024, em comparação ao mesmo período do ano anterior.
- Foram comercializadas mais de 5,7 bilhões de embalagens, com 78% fabricadas no Brasil.
- O faturamento totalizou R$ 138,3 bilhões, um aumento de 11,5% em relação ao primeiro semestre de 2023.
- Genéricos e similares foram os principais responsáveis pelo crescimento, com vendas de 2 bilhões de unidades de genéricos e 2,1 bilhões de similares.
- O Sistema Único de Saúde (SUS) é o maior comprador, representando 74% da demanda total de medicamentos.
A indústria farmacêutica brasileira registrou um crescimento de 5% nas vendas de medicamentos no primeiro semestre de 2024, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Com mais de 5,7 bilhões de embalagens comercializadas, 78% desses produtos foram fabricados no Brasil. O aumento nas vendas foi impulsionado por reajustes de preços de até 5% no início do ano, resultando em um faturamento de R$ 138,3 bilhões, um crescimento de 11,5% em relação ao primeiro semestre de 2023.
Destaques do Setor
Os dados da Alanac (Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais) mostram que os genéricos e similares são os principais responsáveis por esse crescimento. Entre janeiro e junho, foram vendidos 2 bilhões de unidades de genéricos e 2,1 bilhões de similares, enquanto os medicamentos de referência, dominados por multinacionais, totalizaram apenas 305 milhões de unidades. Nos últimos 25 anos, o setor cresceu 180% em volume de vendas, com um aumento de 19% desde 2020.
A legislação de genéricos, que começou a vigorar em 2000, permitiu que o número de medicamentos registrados na Anvisa saltasse de menos de 5.000 para mais de 17 mil. A participação de mercado das empresas nacionais cresceu significativamente, enquanto as multinacionais agora representam apenas 20% do setor, com previsão de queda para 10% até 2030.
Papel do SUS e Futuro do Setor
O Sistema Único de Saúde (SUS) é o principal comprador, respondendo por 74% da demanda total de medicamentos genéricos e similares no Brasil. A expectativa é que, com a expiração de cerca de 1,5 mil patentes até 2030, o mercado experimente uma nova onda de genéricos e similares. Henrique Tada, presidente executivo da Alanac, destaca que o desempenho da indústria nacional é crucial para garantir o acesso a medicamentos essenciais e promover a inovação.
O setor enfrenta o desafio de equilibrar acesso, qualidade e inovação, visando consolidar o Brasil como um produtor e exportador de tecnologia farmacêutica. O balanço dos últimos 25 anos será apresentado em um seminário em Brasília, evidenciando a relevância dos laboratórios locais no abastecimento do mercado farmacêutico nacional.
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