- A Teiger Foundation anunciou a concessão de $7 milhões em subsídios para 85 curadores em 2025.
- O valor é quase o dobro do ano anterior e a fundação adotou um modelo bienal, com inscrições previstas para janeiro de 2027.
- Os subsídios variam entre $50.000 e $150.000, destinados a exposições, pesquisas e programas de três anos.
- Em 2025, muitos projetos serão realizados em instituições menores e focarão na resiliência comunitária.
- A fundação também expandirá suas grants de hospedagem para um ciclo trimestral, facilitando a coordenação de eventos.
A Teiger Foundation, organização sem fins lucrativos dos EUA, anunciou a concessão de $7 milhões em subsídios para 85 curadores em 2025, quase o dobro do valor do ano anterior. O novo modelo bienal da fundação, que terá o próximo prazo de inscrição em janeiro de 2027, visa apoiar instituições menores e projetos de resiliência comunitária.
Os subsídios individuais variam entre $50.000 e $150.000, destinados a exposições, pesquisas e programas de três anos. Em 2024, os projetos focaram em descolonização e crise ambiental, enquanto em 2025, muitos beneficiários atuam em locais menos centrais. Por exemplo, os curadores Ryan N. Dennis, Annalise Flynn e Yaphet Smith receberão apoio para uma exposição dedicada à artista L.V. Hull, que ocorrerá no Mississippi Museum of Art e na antiga residência da artista.
Larissa Harris, diretora executiva da fundação, destacou a importância das pequenas organizações para suas comunidades e para a experimentação artística. Embora a iniciativa de Ação Climática para Curadores esteja temporariamente suspensa, a fundação planeja integrar a resiliência e o planejamento de emergência em seus programas, visando atender às necessidades das comunidades em tempos de crise.
Novas Iniciativas
Além de mudar para um modelo bienal, a fundação expandirá suas grants de hospedagem, que apoiam exposições itinerantes, para um ciclo trimestral. Isso permitirá que os curadores recebam respostas em até quatro meses, facilitando a coordenação de eventos. Entre os beneficiários estão Malik Gaines e Tim Griffin, que apresentarão uma ópera multimídia de Sable Elyse Smith, e Georgia Erger, que organizará uma exposição de abstração indígena.
Os projetos de pesquisa também foram contemplados, com destaque para Regina Bain, que explorará a influência da viagem de Louis Armstrong a Accra em 1956, culminando em exposições em Nova York e na Nubuke Foundation em Gana. Apesar do clima político atual, Harris afirmou que a fundação não alterará seu foco de financiamento, embora reconheça a ansiedade entre os curadores devido a cortes em outras fontes de financiamento, como o National Endowment for the Arts.
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