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Inteligência artificial transforma práticas educacionais em colégios brasileiros

Colégios adotam inteligência artificial para enriquecer o aprendizado e promover debates sobre ética e segurança no uso da tecnologia na educação

Colégio Dante Alighieri está investindo, desde 2023, no letramento em inteligência artificial para professores, funcionários e estudantes. (Foto: Lucas Leal/Colégio Dante Alighieri)
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  • Colégios estão adotando a inteligência artificial (IA) como ferramenta pedagógica para melhorar o aprendizado dos alunos.
  • O Colégio Magno/Mágico de Oz, em São Paulo, capacita professores e discute o uso ético da IA, promovendo o pensamento crítico.
  • O Colégio Santa Cruz realiza encontros para debater práticas inovadoras de uso da IA, destacando a importância da mediação do professor.
  • O Colégio Dante Alighieri reestruturou seu currículo para incluir a IA, criando um comitê para promover o uso responsável da tecnologia.
  • A Escola Vera Cruz integra a tecnologia ao projeto pedagógico e envolve as famílias na discussão sobre dispositivos móveis, visando um ambiente de aprendizado seguro.

Em um cenário onde a tecnologia se torna cada vez mais presente na educação, colégios têm adotado a inteligência artificial (IA) como ferramenta pedagógica. Instituições como o Colégio Magno/Mágico de Oz, em São Paulo, estão capacitando professores e promovendo debates sobre o uso ético da IA, visando desenvolver o pensamento crítico dos alunos. A diretora Claudia Tricate enfatiza que a tecnologia deve ser um ponto de partida para a reflexão, não um atalho que elimina o questionamento.

No Colégio Santa Cruz, a abordagem é similar. Com cerca de 3 mil alunos, a escola realiza encontros entre diferentes setores para discutir práticas inovadoras de uso da IA. Ana Carolina Vieira, coordenadora do núcleo de educação digital, destaca que a mediação do professor é essencial para garantir que a tecnologia não substitua a reflexão dos alunos, mas sim a potencialize.

Capacitação e Currículo

O Colégio Dante Alighieri, que atende 4,2 mil alunos, também investe em letramento em IA. A coordenadora Verônica Cannatá menciona que o currículo foi reestruturado para incluir a IA como um eixo central, preparando os alunos para os desafios do futuro. A escola criou um comitê de IA para promover o uso responsável da tecnologia, abordando temas como segurança e privacidade.

A Escola Lourenço Castanho, com mais de 2 mil alunos, adota princípios que priorizam a criação e compartilhamento de conteúdo. A diretora Fabia Antunes ressalta que a tecnologia deve ser utilizada de forma produtiva, evitando o consumo passivo. A segurança dos dados dos alunos também é uma preocupação central.

Integração e Reflexão

Na Escola Vera Cruz, a coordenadora Juliana Caetano afirma que a tecnologia deve potencializar a inteligência humana. Toda iniciativa tecnológica é integrada ao projeto pedagógico, com um foco claro em aprendizagem. A escola também busca envolver as famílias na discussão sobre o uso de dispositivos móveis, promovendo um ambiente de aprendizado mais seguro e colaborativo.

Por fim, o Colégio Albert Sabin, que atende 1.450 alunos, enfatiza a importância de um currículo que conecte tecnologias emergentes e cidadania digital. A coordenadora Graziella Matarazzo destaca que a tecnologia, quando utilizada com propósito, pode transformar positivamente a experiência educacional.

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