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YouTube remove canais com até 14 milhões de inscritos por efeito Felca

Câmara aprova PL 2628, que obriga plataformas a remover conteúdos prejudiciais a crianças e adolescentes nas redes sociais, sem ação judicial

Homem paranaense exibe carros de luxo e roupas nas redes sociais (Foto: Reprodução)
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  • O Projeto de Lei 2628, que protege crianças e adolescentes nas redes sociais, foi aprovado pela Câmara dos Deputados.
  • A nova legislação exige que plataformas digitais removam conteúdos que violem os direitos dos menores, como exploração e violência, sem necessidade de ação judicial.
  • O YouTube já começou a remover canais que exibem crianças em situações de humilhação e violência, incluindo influenciadores com milhões de seguidores.
  • A nova lei proíbe a monetização de conteúdos que retratem crianças de forma sexualizada e prevê multas para plataformas que não cumprirem as diretrizes.
  • A legislação deve ser sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e representa um avanço na proteção dos direitos infantis no ambiente digital.

O Projeto de Lei 2628, que visa proteger crianças e adolescentes nas redes sociais, foi aprovado recentemente pela Câmara dos Deputados. A nova legislação obriga plataformas digitais a remover conteúdos que violem os direitos dos menores, como exploração e violência, sem a necessidade de ação judicial. Essa medida surge em um contexto onde o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) já proíbe a exposição de crianças a situações vexatórias, mas não havia regulamentação específica para o ambiente digital.

Nos últimos dias, o YouTube intensificou a remoção de canais que apresentavam conteúdos considerados inapropriados. Entre os canais excluídos estão os de influenciadores como João Caetano e Taspio, que acumulavam milhões de seguidores. Esses canais foram denunciados por exibir crianças em situações de humilhação e violência, levando a um aumento nas denúncias e à avaliação rigorosa dos conteúdos pela plataforma.

Ação do YouTube

O YouTube confirmou que canais que retratam menores em contextos de violência ou sexualidade foram removidos, reforçando sua política de proteção infantil. A plataforma já havia alertado os criadores sobre a violação das diretrizes de segurança. Influenciadores afetados, como o casal Paty e Dedé, expressaram sua indignação, afirmando que não foram informados sobre as razões das remoções.

Além disso, o projeto de lei aprovado estabelece que as plataformas não poderão monetizar conteúdos que retratem crianças de forma sexualizada. Essa mudança é um passo significativo para garantir a segurança e o bem-estar de menores na internet, especialmente em um cenário onde vídeos com crianças têm uma média de visualizações três vezes maior que outros tipos de conteúdo.

Implicações da Nova Legislação

Com a aprovação do PL 2628, as plataformas digitais enfrentam novas obrigações legais. A legislação prevê multas para aquelas que não cumprirem as diretrizes de remoção de conteúdos prejudiciais. O projeto é uma resposta a um crescente clamor social por proteção infantil no ambiente digital, especialmente após denúncias de adultização e exploração de menores em redes sociais.

A nova lei, que deve ser sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, representa um marco na proteção dos direitos das crianças e adolescentes na esfera digital, alinhando-se com as diretrizes do ECA e buscando coibir práticas abusivas que possam comprometer a integridade dos jovens usuários.

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