- A 36ª Bienal de São Paulo começa no dia seis de janeiro e se estende até 11 de janeiro.
- A nova presidente da Fundação Bienal, Andrea Pinheiro, ampliou a duração do evento para quatro meses.
- A programação é inspirada no poema “Nem todo viandante anda estradas — Da humanidade como prática”, de Conceição Evaristo.
- A Bienal busca promover a inclusão de artistas não brancos e ampliar a diversidade nas exposições.
- O evento conta com sete patrocinadores masters e um custo total entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões, com um adicional de R$ 5 milhões para o mês extra.
A 36ª Bienal de São Paulo, que se inicia no próximo sábado, 6 de janeiro, traz inovações sob a liderança de Andrea Pinheiro. A nova presidente da Fundação Bienal, que assume o cargo como a segunda mulher a liderar a instituição, ampliou a duração do evento para quatro meses, um a mais que o habitual, com o objetivo de democratizar o acesso à arte. A Bienal se estenderá até 11 de janeiro, aproveitando as férias escolares para atrair um público maior, após receber 662 mil visitantes em 2023.
A programação deste ano, sob a curadoria de Bonaventure Ndikung, é inspirada no poema de Conceição Evaristo, intitulado “Nem todo viandante anda estradas — Da humanidade como prática”. O evento busca instigar reflexões sobre a humanidade e a diversidade, um tema que Andrea considera essencial e irreversível. A presidente destaca que a Bienal deve ser um espaço para “exercitar o sentir”, promovendo a inclusão de artistas não brancos e ampliando a diversidade nas exposições.
Iniciativas e Parcerias
Para garantir a realização da Bienal, a Fundação captou recursos significativos, aumentando de três para sete o número de patrocinadores masters. O custo total do evento gira entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões, com um adicional de R$ 5 milhões para o mês extra. A maior parte do financiamento vem de incentivos fiscais, mas também há contribuições diretas de empresas como Bloomberg e Open Society.
A Bienal também investe em comunicação para alcançar um público mais amplo. O programa “Vozes da Bienal” reúne 40 influenciadores que promovem o evento em suas redes sociais. Além disso, um aplicativo chamado “Bienal Prática” será lançado, oferecendo informações sobre as obras em Libras e linguagem coloquial, com acesso gratuito à internet nas instalações.
Compromisso com a Diversidade
Andrea Pinheiro enfatiza que sua gestão busca não apenas manter, mas expandir as iniciativas de inclusão. Ela acredita que sua posição como primeira mulher a entregar uma Bienal traz uma responsabilidade adicional, mas também uma oportunidade de mostrar que a diversidade é um caminho viável e necessário. A presidente já planeja itinerâncias da Bienal em outras cidades brasileiras e até no exterior, como parte do compromisso de democratizar o acesso à arte.
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