- O JP Morgan revisou suas recomendações para ações do setor educacional.
- A Ânima (ANIM3) foi rebaixada de overweight para equal-weight.
- As ações da Ser Educacional (SEER3) e Afya (AFYA) foram elevadas para compra.
- A Yduqs (YDUQ3) foi reafirmada como a principal escolha do setor.
- O preço-alvo da Ânima foi reduzido de R$ 6 para R$ 5,00, enquanto o da Afya subiu de US$ 23,50 para US$ 24,50 e o da Ser Educacional de R$ 14 para R$ 18.
Após revisões recentes de Itaú BBA e Goldman Sachs, o JP Morgan atualizou suas recomendações para ações do setor educacional. O banco rebaixou Ânima (ANIM3) de overweight para equal-weight, enquanto elevou Ser Educacional (SEER3) e Afya (AFYA) para compra. Yduqs (YDUQ3) foi reafirmada como a principal escolha do setor.
A nova classificação do JP Morgan reflete ajustes nos preços-alvo, que foram alterados com base em novas projeções de fluxo de caixa e alavancagem. A ordem de preferência do banco é: Yduqs, Afya, Ser, Cogna (COGN3), Ânima e Vasta (VSTA).
Análise da Ânima
O rebaixamento da Ânima se deve à sua alavancagem elevada, projetada em 3 vezes a dívida líquida sobre o EBITDA, o que compromete a visibilidade sobre a geração futura de fluxo de caixa. O banco estima um rendimento de 10,2% em 2026 e reduziu o preço-alvo de R$ 6 para R$ 5,00.
Destaques da Afya e Ser Educacional
A Afya foi classificada como uma das empresas mais consistentes do setor, com uma relação dívida líquida/EBITDA de apenas 1,2x. O preço-alvo foi elevado de US$ 23,50 para US$ 24,50, com previsão de rendimento de fluxo de caixa de 10,8% em 2026.
Por sua vez, a Ser Educacional teve sua recomendação elevada para compra, com o preço-alvo ajustado de R$ 14 para R$ 18. O banco projeta um FCF yield de 12,8% em 2026, impulsionado pela expansão na área de saúde.
Situação da Yduqs e Cogna
A Yduqs manteve a recomendação de compra, com o preço-alvo ajustado de R$ 22 para R$ 22,50. A expectativa é que a empresa atinja um fluxo de caixa livre entre R$ 500 milhões e R$ 600 milhões em 2025, apresentando o maior FCF yield do setor, estimado em 15,6% para 2026.
A Cogna, apesar de reconhecer tendências operacionais positivas, continua com recomendação neutra. O banco destacou a complexidade dos segmentos da empresa, que reduz a visibilidade sobre a geração de caixa, com um FCF yield estimado em 13,6% para 2026. Além disso, a empresa enfrenta riscos regulatórios relacionados à oferta de cursos híbridos de enfermagem.
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