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Marcas correm o risco de se tornarem cópias devido à influência da IA

Douglas Rushkoff alerta sobre a homogeneização cultural causada pela inteligência artificial e defende a construção de culturas únicas nas empresas

Douglas Rushkoff, teórico da mídia, é autor de diversos livros e considerado uma das dez mentes mais influentes da atualidade (Foto: Reprodução)
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  • Douglas Rushkoff, teórico da mídia, alerta sobre os riscos da inteligência artificial na homogeneização cultural e na comunicação das marcas.
  • Em entrevista à EXAME, ele critica a dependência excessiva de dados, que pode levar à perda da singularidade e criatividade nas empresas.
  • Rushkoff participou da celebração dos 25 anos da Cadastra, que anunciou um investimento de R$ 10 milhões em sua plataforma de inteligência artificial, a Astra.
  • Ele sugere que as empresas devem focar em construir culturas próprias e relacionamentos significativos com os consumidores, em vez de buscar apenas cliques.
  • O teórico também critica as redes sociais por priorizarem conteúdos que geram mais engajamento, resultando em um ambiente saturado de superficialidades.

Douglas Rushkoff, teórico da mídia, alerta sobre os riscos da inteligência artificial na homogeneização cultural e na comunicação das marcas. Em entrevista à EXAME, ele enfatiza que a dependência excessiva de dados pode levar à perda da singularidade e da criatividade nas empresas.

Rushkoff, autor de obras como *Team Human* e *Survival of the Richest*, critica a tendência das plataformas de IA em priorizar dados em vez de narrativas humanas. “Todos têm acesso aos mesmos dados; usá-los só transforma sua marca em igual a todas as outras,” afirma. Para ele, o futuro da comunicação deve focar em cultivar culturas próprias que conectem marcas, consumidores e comunidades.

Durante sua visita ao Brasil, Rushkoff participou da celebração dos 25 anos da Cadastra, que anunciou um investimento de R$ 10 milhões em sua plataforma de inteligência artificial, a Astra. Ele destaca que a verdadeira inovação vem de experiências vivas e da construção de culturas únicas dentro das empresas.

O teórico também critica a forma como as redes sociais operam, utilizando algoritmos que priorizam conteúdos que geram mais engajamento, muitas vezes em detrimento da qualidade. “As redes sociais escolhem o conteúdo de forma mais agressiva e personalizada do que qualquer revista ou jornal,” explica. Para Rushkoff, essa dinâmica pode resultar em um ambiente saturado de conteúdos superficiais e repetitivos.

Ele sugere que as empresas devem se afastar da busca incessante por cliques e se concentrar em construir relacionamentos significativos com seus consumidores. “Converse com os clientes. Faça grupos focais,” recomenda, ressaltando a importância de entender o que realmente ressoa com o público.

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