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Gestora do Theatro Municipal avalia ações após rompimento de contrato com Nunes

Prefeito afirma que a Sustenidos não agiu contra funcionário e anuncia novo contrato emergencial para o Theatro Municipal de São Paulo

Interior do Theatro Municipal, com detalhes arquitetônicos visíveis (Foto: Reprodução)
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  • O prefeito Ricardo Nunes rescindiu o contrato com a Sustenidos, responsável pela gestão do Theatro Municipal de São Paulo, no dia 20 de outubro.
  • A decisão foi motivada por uma postagem de um funcionário que criticou publicamente o ativista Charlie Kirk, comparando a comoção pela sua morte a posturas nazistas.
  • O funcionário, Pedro Guida, foi afastado enquanto a situação é investigada. A Sustenidos afirmou que a opinião dele não representa a entidade.
  • A rescisão ocorre em meio a questionamentos do Tribunal de Contas do Município sobre irregularidades contratuais.
  • A Sustenidos anunciou que irá recorrer da decisão e está avaliando medidas administrativas e judiciais.

A Sustenidos, organização responsável pela gestão do Theatro Municipal de São Paulo, teve seu contrato rescindido pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) no último sábado, 20 de outubro. A decisão foi motivada por uma postagem polêmica de um funcionário, que criticou publicamente o ativista de extrema-direita Charlie Kirk, comparando a comoção pela sua morte a posturas nazistas.

O funcionário, Pedro Guida, publicou em suas redes sociais que “não se deve chorar por trumpista”. A Sustenidos afirmou que a opinião de Guida não representa a entidade e que ele foi afastado enquanto a situação é investigada. O prefeito Nunes argumentou que a Sustenidos não tomou medidas adequadas contra o colaborador, o que, segundo ele, demonstra conivência com comportamentos violentos.

Questionamentos do Tribunal de Contas

A rescisão do contrato ocorre em um contexto de questionamentos do Tribunal de Contas do Município (TCM) sobre irregularidades contratuais desde 2023. O TCM já havia solicitado explicações à prefeitura sobre a abertura de um novo chamamento público para a gestão do Theatro. Nunes destacou que um novo contrato emergencial será necessário para garantir a continuidade das atividades do complexo cultural.

A Sustenidos, por sua vez, anunciou que irá recorrer da decisão. A organização ressaltou que a proposta de interrupção do contrato, a menos de um ano de seu término, não se justifica diante dos resultados positivos apresentados. Além disso, a entidade afirmou que o questionamento do TCM é direcionado à própria prefeitura, não à sua gestão.

Ações Futuras

A Sustenidos mencionou que está avaliando medidas administrativas e judiciais para contestar a rescisão. A entidade também abriu um procedimento contra o funcionário no Comitê de Ética e Conduta, após contratar um parecer jurídico. A expectativa é que o desenrolar dos fatos siga com bom senso e no interesse público, enquanto a organização se prepara para defender sua autonomia gerencial.

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